quinta-feira, 27 de setembro de 2007

VI Romaria Ciclística dos Bikessauros a Aparecida – SP

Entusiasmo é uma palavra de origem grega que significa ter “Deus dentro de si”, em outras palavras, ser ou estar “inspirado por Deus”. Mais do que o “otimismo em ação”, entusiasmo é a essência do ideal jurássico.
No último Dia da Pátria, munidos de muito companheirismo, fé e, sobretudo, muito entusiasmo, os Bikessauros de Varginha zarparam, pelo sexto ano consecutivo, para sua romaria anual ao Santuário da Padroeira do Brasil.
Foram três dias de pedal intenso compartilhado pelos 40 intrépidos que aceitaram o desafio, entre eles, vários estreantes no esperado e concorrido evento.
Após serem abençoados na missa das 7 h na Matriz do Divino Espírito Santo, precedidos por batedores da Guarda Municipal e acompanhados pelo “Apoio dos Sonhos” formado por Tim Helder, tio Hugo Foresti, Rogerinho, Euler, Pirituba, Gato Seco e Galho Seco, em três veículos off-road, os bikessauros iniciaram a longa jornada, quase toda por terra, que inclui as cidades de Cambuquira, Jesuânia, Olímpio Noronha, Cristina, Delfim Moreira, Piquete, Lorena e Guaratinguetá, ora entre cafezais, trilhas e pequenos povoados, ora serpenteando no coração da imponente Serra da Mantiqueira, em árduas subidas e longas, as vezes, perigosas descidas, findando em perfeita formação pelas estradas e ruas do Vale do Paraíba, até avistar a cúpula reluzente do Santuário.
Apesar das dificuldades do percurso e do grande número de participantes, senão alguns imprevistos com pneus, tudo saiu como religiosamente planejado.
Este ano, a aventura teve um desfecho ainda mais emocionante, quando, convidados pelo sacerdote, alguns puderam compartilhar o altar e transportar a imagem de N S Aparecida.
No retorno a Varginha, quando vários sentimentos pairavam sobre o animado grupo, um sem dúvida se destacava: a certeza de que no ano que vem, nesta mesma época, os bikessauros estarão novamente buscando o Sagrado.
Agradecimentos a Deus pela saúde e pelo dom do pedal; ao Apoio, e que apoio; e à incrível Comissão AP VI, pela sublime organização.
E aguardem, pois em novembro tem mais aventura e fé, com a II Romaria das Bikessauras a Aparecida – SP. Sim, são as meninas em ação.

Luiz A. Nogueira

Carpe Diem
Convite Jurássico

O Conselho Supremo dos Bikessauros, no uso de suas ilimitadas atribuições, convida os associados jurássicos para uma imperdível confraternização, a realizar-se no rancho da família do Helcinho e Heládio, ali, na margem direita do Rio Verde, neste sábado, dia 29 de setembro, a partir do meio-dia.

A Comissão de Festas e Eventos, presidida pela Sra. Sandra Alcântara Reis Jr, solicita para que os participantes confirmem a presença, respondendo por email e informando o número de pessoas acima dos 15 anos, até o final desta quinta-feira, dia 27 de setembro.

Algumas informações referentes ao evento:

- haverá “leão-de-chácara” para segurança e controle de entrada de pessoas e animais, portanto, não deixe de confirmar a presença;
- para o controle acima, será distribuída uma pulseira, a qual o participante, devidamente confirmado, receberá por correio;
- o churrasco será do tipo: “a carne será rachada e a bebida cada um leva a sua”;
- será um evento “molhado”, portanto, leve roupa de banho;
- na oportunidade, deverá ser realizado pelos participantes da II Romaria da Bikessauras a Aparecida – SP (AP II – Agora é que são elas) o acerto da primeira parcela;
- e por último, mas não menos importante, haverá um pedal pré-evento de aproximados 40 Km, a partir do local do evento, às 8:30 h.

Conselho Jurássico
Comissão de Festas e Eventos

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Reconhecimento do trajeto de trip trail e de cross country - Paraguaçu

PEDAL DE DOMINGO, 16/09/07

Hoje, domingo, 16 de setembro de 2007, uma turma jurássica resolveu dar uma chegada até Paraguaçu para reconhecimento do trajeto de trip trail e de cross country da corrida da última etapa da Copa Sul Minas de Mountain Bike. Assim, por volta das 8:00h começaram a chegar no bikeponto os representantes dos Bikessauros e também corredores de outras equipes que também tinham resolvido ir. Aproximadas 15 pessoas saíram rumo a Paraguaçu e, num instante, lá estávamos todos na praça central da cidade, onde bikers locais, incluindo o Dr. Alain, mentor e mantenedor da Copa, esperavam-nos para mostrar-nos o caminho. Já era meio tarde quando iniciamos o reconhecimento, de forma que um sol abrasador nos oprimiu o tempo todo. Os vinte e cinco quilômetros não são muito difíceis, uma vez que não há grandes subidas e nem mesmo subidas muito longas. Para uma competição noturna, todos concordamos, é um trajeto ideal. Todos fizemos o percurso com muita rapidez, exceção feita a Alessandra, Mirian, Silvana e Thiago que, inocentemente, erraram o caminho e perderam-se na imensidão das montanhas. Quando demos pela falta deles, já estavam próximo a represa, já avistando o Pontalete, de forma que pedalaram muitos quilômetros a mais – tudo bem, melhor errar para mais do que para menos, diz um aforismo jurássico. Quando todos nos reunimos uma vez mais no Clube de Paraguaçu, com os perdidos já devidamente encontrados, refletimos um pouco antes de partir para o trajeto do cross country, já que o sol, forte e terrível, reinava absoluto. Decidimos não desafiar Sua Majestade e desistimos dessa segunda parte. Montamos sem delongas as bikes nos carros e uma parte da turma parou para almoçar no caminho, enquanto outra parte seguiu direto para Varginha.

Foi muito interessante essa oportunidade de rodar por aqueles lados com uma turma tão receptiva e agradável como a dos colegas de Paraguaçu. A todos, incluindo o Dr. Alain, ficamos muito gratos.

Não nos esqueçamos, sauros, que temos chance real de ganhar esse campeonato. Tudo começou sem nenhuma pretensão, com jurássicos e jurássicas que, isoladamente, quiseram participar da Copa. Agora, vendo a possibilidade de sucesso (claro que um vice-campeonato já seria mais que bem-vindo), todos estão inflamados com o desejo de ver mais uma vez a flâmula jurássica tremular alto. Só o que temos que fazer é levar o máximo de competidores possível, arrancando um ponto aqui, outro acolá e, no fim, quem sabe, possamos atingir o posto mais alto dessa contenda.

Rodrigo Silva

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Deliberação - Bikessauras - AP II 2007

Em nova deliberação da comissão organizadora chegou-se à conclusão de que melhor seria que se cobrasse uma taxa de inscrição, que incluísse a hospedagem e alimentação[jantar e café da manhã].
O valor cobrado será de RS200,00, que poderá ser dividido em 2 parcelas, com vencimento nos dias 25/09 e 25/10.
O pagamento poderá ser feito em dinheiro ou cheques, que deverão ser entregues à Alessandra [R. Wenceslau Bras, 358] das 06:00 às 12:30 hs, ímpreterivelmente até o dia 25 de setembro.
No ato da inscrição deverão ser informados o nº do CPF e RG, para fins de preenchimento do termo de responsabilidade, que será assinado por cada participante.
Atenciosamente,
Comissão organizadora

terça-feira, 4 de setembro de 2007

ENOQUE NO ECOMOTION MTB TRIP TRAIL

A DUPLA ENOQUE/CARLINHOS CONSEGUIU UM EXCELENTE TERCEIRO LUGAR NA ELITE DO ECOMOTION TRIP TRAIL, REALIZADA NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA EM SAO JOSE DO BARREIRO E MUNICIPIOS VIZINHOS, ENTRE RESENDE-RJ E CAMPOS DO JORDAO-SP.
SÓ PRA IMAGINAR AS EQUIPES (SEMPRE DUPLAS) LARGAVAM ACOMPANHADOS POR UM HELICÓPTERO, QUE FAZIA AS FILMAGENS DURANTE VÁRIOS QUILÔMETROS.
NO PRIMEIRO DIA (75 KM) NA LARGADA HAVIA UMA SUBIDA COMO A DO HARAS POR 14 KM! NESTE DIA CHEGARAM EM TERCEIRO LUGAR, FICANDO EM PRIMEIRO A DUPLA RICARDO PSCHEIDT (REPRESENTANTE DO BRASIL JUNTO COM RUBENS DONIZETE NO ÚLTIMO PAN-AMERICANO) E ODAIR PEREIRA (CAMPEÃO BRASILEIRO DE MARATONA, RECÉM CHEGADO DO CANADÁ, ONDE PARTICIPOU DO TRANSCHALLENGER, UMA DAS PRINCIPAIS PROVAS DE MARATONA DO MUNDO) E EM SEGUNDO A DUPLA DA EQUIPE AMAZONAS, QUE TEM ATLETAS ESPECIALIZADOS PARA ESTE EVENTO.
NO SEGUNDO DIA (52 KM), ENOQUE/CARLINHOS MANTIVERAM-SE NA LIDERANÇA POR QUASE TODA PROVA, SENDO SUPERADOS PELA EQUIPE DA AMAZONAS NOS ÚLTIMOS QUILÔMETROS, E, PASMEM, ENOQUE E CARLINHOS CHEGARAM EM SEGUNDO, NA FRENTE DE DOIS DOS PRINCIPAIS ATLETAS DA ELITE BRASILEIRA, RICARDO PSCHEIDT E ODAIR PEREIRA.
NA CLASSIFICAÇÃO GERAL FICARAM EM TERCEIRO, ABOCANHARAM UM BELO PRÊMIO E UMA BELÍSSIMA MEDALHA. MAIORES DETALHES PODEM SER VISTOS NO ENDEREÇO:

www.ecomotion.com.br depois clicando em MTB TRIP TRAIL.

PARABÉNS AOS DOIS PELA FANTÁSTICA CONQUISTA, DEIXANDO PARA TRÁS MAIS DE UMA CENTENA DE DUPLAS.

Silas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pico do Piripau - 25/08/2007

Na quinta-feira passada, quando fui ao Moinho Sul Mineiro buscar uns recibos para os patrocinadores do Aparecida VI, falava com o Ronaldo que, já que não iríamos competir na etapa de Fama, que ocorreria no domingo, poderíamos fazer um pedal mais longo no sábado. De imediato surgiu a idéia de irmos ao Pico do Piripau, em Cambuquira. Tínhamos duas opções: ou iríamos até lá e, já em Cambuquira, pegaríamos uma condução para Varginha, ou voltaríamos a Varginha de bike, mesmo. Pusemos o convite na página de discussão e esperamos que o sábado chegasse.


Na saída da Fonte, ajustando a bike

O dia de sábado amanheceu belíssimo, com um céu de um profundo azul onde nuvens não havia e, cedo ainda, a temperatura estava muito amena e agradável. Sem atrasos, chegamos quase simultaneamente Hebert, Ronaldo, Totonho e eu. Esperamos um pouco e, já que ninguém mais apareceu, partimos os quatro em direção a Wallita, onde entramos por terra em direção à Fernão Dias. Todos que já fizeram esse trajeto sabem que é muito bom, apesar de relativamente pesado. Sem paradas, entretanto, atingimos a rodovia, cruzamo-la por baixo do viaduto e, já no Batatinha, tomamos, pelo antigo caminho que percorríamos para os primeiros Aparecida, o rumo de Cambuquira. Àquela hora, a temperatura já não estava tão amena assim, e o chão, em alguns extensos trechos, chegava a ter até um palmo de pó, o que aumentou fortemente o esforço que fazíamos.



Belo espelho d’água que se vê pelo caminho


Semiárida paisagem Pulando a cerca...

Chegamos a Cambuquira por volta das 11h30min sem fazer parada. Na tradicional quitanda todos nos hidratamos com necessárias águas de coco e, em seguida, fomos à padaria credenciada para um lanche e reabastecimento das caramanholas.



Na quitanda em Cambuquira

O relógio marcava 12h15min quando saímos rumo ao leito do antigo ramal ferroviário São Gonçalo-Campanha que nos conduziu, poucos quilômetros depois, à rodovia Vital Brazil e à entrada para o Pico do Piripau. A extensa e íngreme subida de cerca de cinco quilômetros exigiu um enorme esforço do grupo, além da subida per se, também pelo enorme calor que reinava então. Tudo isso sem contar o ar, nessa época tão seco como o de um deserto. O fato é que, muitas calorias gastas, finalmente atingimos o cume da famosa montanha. Como é de costume, um pequeno grupo se exercitava lá na arte dos vôos de paraglider, sempre interessantes para quem os assiste. É deslumbrante a paisagem que se descortina lá de cima. Um interminável tapete de retalhos verdes, com tons e semitons que dão um efeito impressionante. Lá de cima, além de Cambuquira, podia-se ver ao longe a pequena Jesuânia e as torres da cidade de Lambari, além das montanhas de São Thomé das Letras. Em dias sem muita poeira suspensa, soubemos, avistam-se no horizonte outras cidades.



O Pico do Piripau



Vista do alto do pico



Ao fundo, a pequena Jesuânia

Depois de momentos de contemplação, paramos para decidir o que fazer. Deliberação feita, achamos que o melhor seria voltar a Cambuquira e de lá chamar a Andreza para nos apanhar de carro, já que o dia mantinha-se extremamente quente e seco. E assim foi. Lá mesmo do Piripau o Ronaldo telefonou e combinou os detalhes com a nossa apoiadora e, logo em seguida, despencamos morro abaixo, num apaixonante downhill. Pena que o riacho que fica bem ao final da descida estava meio poluído, o que nos desencorajou de tomar um belo banho. Chegando de volta a Cambuquira, fomos direto ao Parque das Águas para provar das milagrosas águas que chegam, do ventre da terra à superfície, através de charmosas fontes. Logo que entrávamos, fomos abordados por um grupo de esbaforidas crianças que, a todo custo, queriam as nossas ajudas. Tão logo que puderam respirar, explicaram-nos que estava havendo, a pouca distância dali, uma gincana da APAE, onde uma das provas exigia a presença do maior número possível de bicicletas. Imbuídos pela vontade de colaborar e, dado o entusiasmo da criançada, todos as seguimos até uma escola próxima, onde fomos recebidos com festa pelo grupo “Bad Angel”, cujos participantes nos tinham arregimentado. Era uma festa promovida pela APAE com o apoio de uma das secretarias do município. Ficamos lá por cerca de meia hora, tempo necessário para que os “Bad Angels” fossem aclamados como vencedores daquela prova. Posamos para umas fotografias junto às crianças e voltamos ao parque.


Na gincana da APAE

Muito interessante ver que águas de características tão diferentes, variando de gasosas a sulfurosas e ferrosas, possam brotar tão próximas umas das outras. Logo chegou a Andreza, munida de numerosas garrafas vazias para enchê-las da famosa água gasosa, eleita pela revista Exame como a melhor do Brasil e a segunda melhor do mundo!
Arrumamos as bikes no carro e, com excelente trilha sonora, voltamos a Varginha.


O apoio jurássico

Adivinhem quem encontramos no Pingüim na volta a casa?

Claro que, depois de um fantástico treino entre amigos, uma pequena comemoração é sempre bem-vinda. Assim, paramos no Pingüim onde encontramos o Clevinho, que juntou-se a nós em nosso brinde.
Mais um treino preparatório para o Aparecida VI foi feito. Enfrentamos, além do difícil percurso, um forte e contínuo sol e um tempo para lá de seco. Contudo, nada disso nos pode desanimar; ao contrário, é estímulo para que, uma vez mais, superemos nossos limites. Onde houver uma montanha, avisem-nos, que estaremos lá.

Rodrigo Silva