segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Pico do Piripau - 25/08/2007

Na quinta-feira passada, quando fui ao Moinho Sul Mineiro buscar uns recibos para os patrocinadores do Aparecida VI, falava com o Ronaldo que, já que não iríamos competir na etapa de Fama, que ocorreria no domingo, poderíamos fazer um pedal mais longo no sábado. De imediato surgiu a idéia de irmos ao Pico do Piripau, em Cambuquira. Tínhamos duas opções: ou iríamos até lá e, já em Cambuquira, pegaríamos uma condução para Varginha, ou voltaríamos a Varginha de bike, mesmo. Pusemos o convite na página de discussão e esperamos que o sábado chegasse.


Na saída da Fonte, ajustando a bike

O dia de sábado amanheceu belíssimo, com um céu de um profundo azul onde nuvens não havia e, cedo ainda, a temperatura estava muito amena e agradável. Sem atrasos, chegamos quase simultaneamente Hebert, Ronaldo, Totonho e eu. Esperamos um pouco e, já que ninguém mais apareceu, partimos os quatro em direção a Wallita, onde entramos por terra em direção à Fernão Dias. Todos que já fizeram esse trajeto sabem que é muito bom, apesar de relativamente pesado. Sem paradas, entretanto, atingimos a rodovia, cruzamo-la por baixo do viaduto e, já no Batatinha, tomamos, pelo antigo caminho que percorríamos para os primeiros Aparecida, o rumo de Cambuquira. Àquela hora, a temperatura já não estava tão amena assim, e o chão, em alguns extensos trechos, chegava a ter até um palmo de pó, o que aumentou fortemente o esforço que fazíamos.



Belo espelho d’água que se vê pelo caminho


Semiárida paisagem Pulando a cerca...

Chegamos a Cambuquira por volta das 11h30min sem fazer parada. Na tradicional quitanda todos nos hidratamos com necessárias águas de coco e, em seguida, fomos à padaria credenciada para um lanche e reabastecimento das caramanholas.



Na quitanda em Cambuquira

O relógio marcava 12h15min quando saímos rumo ao leito do antigo ramal ferroviário São Gonçalo-Campanha que nos conduziu, poucos quilômetros depois, à rodovia Vital Brazil e à entrada para o Pico do Piripau. A extensa e íngreme subida de cerca de cinco quilômetros exigiu um enorme esforço do grupo, além da subida per se, também pelo enorme calor que reinava então. Tudo isso sem contar o ar, nessa época tão seco como o de um deserto. O fato é que, muitas calorias gastas, finalmente atingimos o cume da famosa montanha. Como é de costume, um pequeno grupo se exercitava lá na arte dos vôos de paraglider, sempre interessantes para quem os assiste. É deslumbrante a paisagem que se descortina lá de cima. Um interminável tapete de retalhos verdes, com tons e semitons que dão um efeito impressionante. Lá de cima, além de Cambuquira, podia-se ver ao longe a pequena Jesuânia e as torres da cidade de Lambari, além das montanhas de São Thomé das Letras. Em dias sem muita poeira suspensa, soubemos, avistam-se no horizonte outras cidades.



O Pico do Piripau



Vista do alto do pico



Ao fundo, a pequena Jesuânia

Depois de momentos de contemplação, paramos para decidir o que fazer. Deliberação feita, achamos que o melhor seria voltar a Cambuquira e de lá chamar a Andreza para nos apanhar de carro, já que o dia mantinha-se extremamente quente e seco. E assim foi. Lá mesmo do Piripau o Ronaldo telefonou e combinou os detalhes com a nossa apoiadora e, logo em seguida, despencamos morro abaixo, num apaixonante downhill. Pena que o riacho que fica bem ao final da descida estava meio poluído, o que nos desencorajou de tomar um belo banho. Chegando de volta a Cambuquira, fomos direto ao Parque das Águas para provar das milagrosas águas que chegam, do ventre da terra à superfície, através de charmosas fontes. Logo que entrávamos, fomos abordados por um grupo de esbaforidas crianças que, a todo custo, queriam as nossas ajudas. Tão logo que puderam respirar, explicaram-nos que estava havendo, a pouca distância dali, uma gincana da APAE, onde uma das provas exigia a presença do maior número possível de bicicletas. Imbuídos pela vontade de colaborar e, dado o entusiasmo da criançada, todos as seguimos até uma escola próxima, onde fomos recebidos com festa pelo grupo “Bad Angel”, cujos participantes nos tinham arregimentado. Era uma festa promovida pela APAE com o apoio de uma das secretarias do município. Ficamos lá por cerca de meia hora, tempo necessário para que os “Bad Angels” fossem aclamados como vencedores daquela prova. Posamos para umas fotografias junto às crianças e voltamos ao parque.


Na gincana da APAE

Muito interessante ver que águas de características tão diferentes, variando de gasosas a sulfurosas e ferrosas, possam brotar tão próximas umas das outras. Logo chegou a Andreza, munida de numerosas garrafas vazias para enchê-las da famosa água gasosa, eleita pela revista Exame como a melhor do Brasil e a segunda melhor do mundo!
Arrumamos as bikes no carro e, com excelente trilha sonora, voltamos a Varginha.


O apoio jurássico

Adivinhem quem encontramos no Pingüim na volta a casa?

Claro que, depois de um fantástico treino entre amigos, uma pequena comemoração é sempre bem-vinda. Assim, paramos no Pingüim onde encontramos o Clevinho, que juntou-se a nós em nosso brinde.
Mais um treino preparatório para o Aparecida VI foi feito. Enfrentamos, além do difícil percurso, um forte e contínuo sol e um tempo para lá de seco. Contudo, nada disso nos pode desanimar; ao contrário, é estímulo para que, uma vez mais, superemos nossos limites. Onde houver uma montanha, avisem-nos, que estaremos lá.

Rodrigo Silva

2 comentários:

Anônimo disse...

Rodrigo,
Show de relatos e fotos.
Obrigado ao grupo pela companhia e amizade.
Abraços, Ronaldo.

Cambuquira disse...

Po, muito bom o role de bike até o piripau, a descida é adrenalila pura !!
abração