quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Vulkanossauro, o encontro - 22 e 23/12/2007

Conforme combinado por e-mail, a nave jurássica pousou na última sexta-feira deixando os bikessauros Ronaldo e Andreza na cratera vulcânica de Poços de Caldas para um final de semana de imenso pedal com os amigos vulkanos.
Lá pelas 14:30h de um sábado perfeito para pedalar, Ronaldo e Andreza encontraram Reginaldo no vulkanolocal (Itau, vejam a coincidência). Partiram sentido represa Bortolan para encontrar André Power Gel, apelido dado pela preferência do amigo por este produto.
Após as apresentações, o quarteto cruzou o asfalto e pegou terra, terreno preferido por todos e que estava em ótimas condições mesmo com as últimas chuvas.

Grupo na entrada do bosque de eucalíptico e em frente da casa mais antiga da região
Serpentearam por montanhas, vales e bosques de eucaliptos. Nos pontos mais altos toda exuberância da região de Poços podia ser apreciada pelo grupo. Várias seqüências de subidas e descidas sobre um manto verdejante que insistia em mostrar novas tonalidades de verde.
Após uma descida técnica em cascalho, o grupo passou pelo leito de uma represa que fornece água para represa Bortolan e que nesta época do ano está com baixo nível de água. Foi fascinante passar por este local vendo a vegetação, que em boa parte do ano, fica submersa pelas águas da represa. Seguimos em giro constante, paramos para abastecer as caramanholas em uma das muitas nascentes do percurso e chegamos em um ponto turístico que os vulkanos nos apresentaram de pronta. Segunda a lenda, trata-se da casa mais antiga da região de Poços de Caldas. Datada de 1838. Uma pena o descaso das autoridades competentes pois se trata da história da região.
Construção antiga, barro e madeira entrelaçada com cipós. A esquerda 1838, data de construção

Mais alguns quilômetros e o grupo chegou no vilarejo que fica na divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Passaram rapidamente pela estação ferroviária e seguiram de volta a Poços de Caldas pelo asfalto. Despediram do André P.G. perto da represa Bortolan e seguiram até o centro de Poços, mais propriamente dizendo, no bar Chili´s, bar de comida mexicana, onde Andreza, Ronaldo e Reginaldo bebemoram mais um dia fantástico de pedal. Foram 70 km sendo 20km de asfalto e 50km de terra.
Grupo bebemoram no bar Chili´s e a esquerda o segurança vigiando as bikes, que chique!!!

Resultado do polar.
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No domingo, às 08h da matina, estávamos no vulkalocal os bikers Ronaldo, Dom Luciano, Reginaldo, André P.G., Paulo e Renatinho. Após solucionar alguns contratempos o grupo seguiu sentido contrário ao pedal de sábado. Seguiram para a saída de Poços sentido Varginha. 300 metros após o trevo da polícia, viraram à esquerda e literalmente despencaram ladeira abaixo nas costas da montanha do Cristo. O começo da descida exigiu técnica dos vulkanossauros mas o solo a seguir estava seguro o que propiciou mais velocidade até o final. Dali por diante, uma longa seqüência no plano, com pequenas subidas e descidas. O show das águas que cruzavam a estrada foi uma constante e o verde estonteante acompanhou o grupo até o asfalto próximo ao trevo para Botelhos.
Grupo reunido antes da descida e a esquerda a bela paisagem com a neblina da manhã
Apenas cruzaram o asfalto e do outro lado mais uma sessão de lindas paisagens, regadas de um bom papo. Fizeram uma breve parada no alto de uma colina para recuperar as energias. Neste momento, o espírito criança de Dom Luciano, quase 64 anos, fez com que ele desse um show de equilíbrio sobre a bike. Respeitável público, com vocês, Dom Luciano e sua bike maravilhosa!!! Com o pé sobre o selim e a mão no guidão, se deslocou por 100 metros tirando muitos aplausos da torcida. Uma pessoa única, assim com os vulkanos, gente simples e apaixonada pela natureza e pelo mountain bike. Idêntico aos bikessauros.
Dom Luciano e sua bike com coroa personalizada e a esquerda André e Paulo serpenteando entre pelas paisagens.

Seguiram mais alguns quilômetros sob a crista da montanha e após uma forte subida chegaram no asfalto. Após 5 km de subida e fizeram o último pit-stop em um bar de estrada próximo ao trevo. Seguiram em ritmo forte até a cidade. No caminho foram se despedindo um a um. Ronaldo agradeceu imensamente a companhia e convidou os amigos vulkanos para pedalar em terras jurássicas.
Até a próxima amigos vulkanos.
Resultado do polar

Este é o relato.
Ronaldo.

Veja Dom Luciano e sua bike maravilhosa
Show de equilíbrio.
video

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Premiação da Família Humbertossauro

O brilhante final de semana da família Humberto que também é da família Bikessauros, começou no sabado dia 15/12/2007 na festa de confraternização do judo, onde são premiados os melhores judocas do ano, o atleta André Henrique Humerto, filho de Ronaldão foi contemplado com uma medalha de judoca mais acíduo.
No domingo de manha os irmãos power como estão sendo chamados pelo XTR, fizeram um jogo de equipe na ultima etapa do campeonato, Ronaldão fazendo as duas metas voltantes na frente e chegando em terceiro a frente do cilcista de caxambu, levou a medalha de terceiro e o troféu de segundo do campeonato, Adenilson ja tinha o campeonato garantido e levou medalha de primeiro e troféu de campeão da categoria.
Seu filho Bruno fez bonito na categoria infantil, levou a medalha de segundo e trófeu de campeão da categoria.
Resumindo:
4 medalhas = 2 primeiro. 1 segundo e 1 terceiro
3 troféus = 2 primeiros e 1 segundo
Num final de semana.

OBRIGADO
ABRAÇO RONALDÃO, ANDRÉ, ADENILSON E BRUNO

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Pedal de sábado - Trilhas do Espraiado - 15/12/2007

Um grupo fominha por trilhas aceitou o desafio proposto pelo Caxambu e dou vê nas Trilhas do Espraiado.
Caxambu, Hebert "Giant", Rodrigo Silva, Timba, Ronaldo, Totonho FN* e Silas concatenaram trilhas até os Tachos e depois de desceram a colossal montanha de pedra após os Tachos.
Galgaram a Torre da Embratel rumo ao Espraiado.
É de se espantar a evolução dos bikessauros. Trilhas dificílimas com tudo que o trilheiro mais gosta. Lodo, pedras fixas e soltas, valas, troncos, cipos e os aranha-gatos. Este último deixou a marca nas pernas e rostos jurássicos.
A única parada foi no restaurante do Espraiado onde alguns preferiram o almoço como forma de repor as energias. Uma deliciosa comida caseira foi servida com fatura aos jurássicos. Sem demora, o grupo zarpou pelo estradão até a cidade. A chegada foi pela granja e a comemoração no Pingüim onde o grupo encontrou as bikessauras que fizeram também um pedal de respeito na pros lados do Ribeirão da Cava. Para elas foram 50 km e para nós 65 km.
Abraços, Ronaldo.

* Flecha Negra - Nome da nova bike do Totonho.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

UBATUBA-PARATY-UBATUBA, 10/12/07

155,5KM DE ASFALTO

Para lá de estressado com o trabalho, era assim que me vinha sentindo já há algum tempo. Pensando nisso, resolvi dar-me de presente uns poucos dias de descanso, que passaria preferencialmente em uma praia, onde poderia dar um tempo e repor energias. Decidi ir para Ubatuba no dia 09 de dezembro; seriam apenas quatro dias, que deveriam ser os mais relaxantes possíveis. Como pedalar faz parte do descanso de qualquer jurássico, levaria minha bike speed, já pensando na rodovia Rio-Santos, famosa pelas paisagens que corta. Então, no domingo à tarde, após o tradicional pedal e almoço com a família, peguei o carro e zarpei para Ubatuba. Cheguei já com o cair da noite e fui-me instalar em uma simpática pousada na Praia Grande, talvez a praia mais famosa da cidade. Ainda meio desambientado, fui dar uma volta e comer alguma coisa e, como previsto, a cidade estava praticamente parada, com pouquíssimo movimento. Quase não se viam carros e poucos estavam dispostos a sair pelas ruas. Enquanto comia uma pizza, meu celular tocou, exigindo atenção: era um amigo de todas as horas que se tinha preocupado em saber se havia chegado bem. É, os colegas que me desculpem, mas nada pode igualar-se à amizade pura e desinteressada...
No dia seguinte, cedo ainda, abri as cortinas e constatei um céu azul anil e um sol de rachar; o dia seria lindo, mas provavelmente quente demais... Sem problemas, já tinha mesmo decidido que iria até Paraty e voltaria. Seriam estimados 150km entre a Praia Grande e o centro de Paraty. Arrumei o material para reparos de pneus (é verdade, dessa vez não esqueci nada!), verifiquei se tinha comigo gel, barras de cereais e isotônicos e tomei meu rumo. O início do pedal já se mostrou fantástico, com um acostamento largo e com asfalto relativamente liso, além do pouco movimento que a rodovia apresentava. Nem é preciso falar das paisagens de cartão postal que se vêem durante praticamente todo o trajeto. A “muralha” atapetada pela mais intocada mata atlântica chega muito próximo ao mar e toca-o em extensos trechos, fazendo um maravilhoso contraste com o seu profundo azul. Incrível ver o Atlântico naquele ponto; lá, o azul toma diferentes nuances, sempre com uma transparência que impressiona. Imaginava um pedal relativamente fácil, apesar da quilometragem, porque, de vezes que tinha passado por lá de carro, não me parecia haver muitas subidas. Desde o início, entretanto, percebi que o trajeto não era assim tão fácil. De carro, nem tinha percebido o quanto se sobe até a divisa de estados SP/RJ. São intermináveis subidas intercaladas com escassas descidas, e achei que estava fazendo muita força para vencê-las, além de que o pedal não estava rendendo o que pensava que deveria. Achei também que o precoce cansaço que sentia, antes mesmo de atingir a fronteira de estados, pudesse dever-se, além disso, ao enorme calor e à asfixiante umidade do ar que reinava na região. Foi assim que, depois de muito giro, finalmente entrei no estado do Rio, distante ainda 23km de Paraty. Estava impressionado, pois da divisa até Paraty o trajeto é predominantemente de descidas, bastante fortes nos primeiros quilômetros e, ainda assim, o rendimento estava baixo.
Quando finalmente cheguei, o calor estava simplesmente insuportável, com um sol abrasador e não havia uma brisa sequer. Antes mesmo de fazer uma incursão ao interessantíssimo centro histórico, procurei um lugar onde matar a fome que já há algum tempo me assaltava. Enquanto comia, fiz um balanço e vi que estava cansado e desanimado de pedalar os pouco mais de 75km da volta. Abalado, sem a sempre magnífica companhia dos sauros, e a julgar pela dificuldade da primeira metade do trajeto, imaginei, seriam horas do mais puro sofrimento, principalmente na subida até a divisa. Frustrado, pensei em desistir e arrumar uma forma de voltar a Ubatuba e saí então da cantina em direção a praça principal, onde deveria encontrar algum táxi que me pudesse levar de volta. Num repente, passou-me pela cabeça, não sei porque, de conferir a calibragem dos pneus: era isso, a libragem estava muito baixa, não atingindo 60 libras em nenhuma das rodas! Além das subidas inesperadas e das condições atmosféricas, tinha descoberto uma forte razão para o cansaço: pneus muito murchos... Um novo ânimo surgiu, então, e imediatamente mudei de idéia: voltaria mesmo de bike! Problemático foi encontrar uma forma de meter 115 libras nos pneus, já que, mesmo conseguindo permissão em dois postos para usar os manômetros, em nenhum deles consegui pôr mais que 65 libras. Depois de muito perguntar, consegui, finalmente, a calibragem ideal numa borracharia. Restavam ainda o sol e o calor que resolvi driblar dando um passeio pelo centro histórico, que é considerado um dos mais perfeitos conjuntos arquitetônicos da época colonial. Todas as vielas e vias, com suas angulosas construções de esquinas, são fascinantes. É como retroceder ao século XVII!
Um pouco mais tarde, ainda com um calor infernal, já não dava mais para retardar o reinício da jornada e, assim, iniciei o retorno. Agora sim, com os pneus bem cheios, a história foi bem diferente. Nem a extra longa subida final no estado do Rio foi problema. Rapidamente vencida, despenquei estado de São Paulo adentro, onde algumas descidas longas e fortes deram bem a noção do esforço que tinha sido feito na ida. Novamente as belas paisagens se foram sucedendo e os quilômetros foram sendo, sem maior dificuldade, vencidos. Logo estava de volta à pousada, cansado, é verdade, mas satisfeito por ter mais uma vez concluído o que tinha proposto. Ainda estava claro e quente, e deu tempo de botar uma sunga e tomar um revigorante banho de mar na bela Praia Grande.
Na manhã seguinte, bem cedo, decidi passar os dois últimos dias de folga em outro aprazível local à beira mar, no extremo sul do estado do Rio de Janeiro. Trindade, de fato, é um pedaço do paraíso na terra. É difícil encontrar tantos pontos tão bonitos em um único lugar. A mata intacta, as areias finas e douradas, o azul estonteante do mar, as praias de formatos inusitados e a simplicidade única da vila fazem de Trindade um lugar meio mágico, onde o tempo flui de uma forma diferente e onde realmente vivi dois dias fantásticos. Essa, no entanto, é uma outra história a ser contada...


Rodrigo Silva

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Pedal submarino de quarta-feira. Tradição mantida.

Apostos no bikelocal Ronaldo, Hebert, Juninho, Argentino e Caxambu esperavam pacientemente Totonho resolver sua liberação para o pedal. Após a chegada do atrasadinho, o grupo zarpou rumo ao Solúvel. Todos estavam confiantes que a chuva não seria um problema. E não foi mesmo. A chuva foi o fato mas importante e delicioso do pedal . A previsão de 10mm de chuva para a noite se tornou em 100mm. A cada jurássico segurou como pôde em sua magrela e pedalou firme na escura e enlameada estrada de terra.
A chuva foi como um portal que levou, por algumas horas, os 6 bikessauros para a Terra do Nunca. Peter Pan transformou a trupe jurássica em crianças e as brincadeiras rolaram soltas durante todo o percurso.
Ao chegar na ponte dos Buenos resolveram retornar por asfalto até a cidade.
Ensopados e imundos despediram se rapidamente no trevo da contorno e rumaram felizes da vida para suas casas. A chuva acabou junto com o final do pedal. Porém, a alegria deste grupo não acaba nunca.
Abraços, Ronaldo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

APARECIDA "SUPER EDITION" ONE DAY

APARECIDA “SUPER EDITION” ONE DAY

250KM DE ASFALTO

Já há alguns meses vínhamos pensando em fazer uma viagem de Varginha a Aparecida via asfalto, mas em um
único
dia. Aqueles que tinham interesse em tomar parte da empreitada entraram em contato e o evento começou a tomar forma. Várias vezes tínhamos pensado em datas, mas várias vezes tínhamos adiado a viagem, até que, pouco antes da segunda viagem das Bikessauras a Aparecida, definimos uma data, que não seria mudada: 24 de novembro. A princípio, tomaríamos parte Adilson, Hebert, Júnior, Pantufa, Rodrigo Caxambu, Ronaldo e eu. Iniciamos uma série de pedais mais longos como preparação, reunimo-nos mais de uma vez para acertar detalhes e distribuir tarefas e fizemos uma reunião final no domingo anterior, onde a Ângela deu orientações gerais sobre a dieta que deveríamos seguir no decorrer semana. Nessa mesma reunião soubemos que o Adilson e o Rodrigo Caxambu, infelizmente, não poderiam seguir conosco. Triste notícia, já que ambos são amigos de todas as horas e tinham, desde o início, mostrado grande interesse no que seria chamado “Aparecida One Day”. Naquela mesma reunião, ficou definido que o Marcelo, irmão do Ronaldo, seguiria viagem conosco, apoiando-nos, e o Clevinho sairia mais tarde, após o seu expediente, pilotando a caminhonete do Hebert e nos iria encontrar pelo caminho. Durante a semana fizemos poucos e leves treinos, mais de descanso ativo, alimentamo-nos muito bem e aguardamos que chegasse, enfim, o dia da partida.

O grupo no bikeponto

Com nossos amigos Ary, Caxambu e Marcelo

Observem a energia extra com que estavam os Supersauros

Deixando Varginha...

Na véspera deixamos no restaurante Xangai as nossas pequenas bagagens, os materiais de reparos para as bikes e os itens de alimentação orientados e preparados pela Ângela. Cedo fomos para nossas casas porque haveríamos de encontrar-nos na madrugada seguinte. Bem cedo, um pouco antes das 4:00h, os sauros começaram a chegar ao bikeponto. Todos já estávamos presentes quando chegaram o Rodrigo Caxambu, Ary, Sandra e Clevinho, que tinham ido até lá para despedir-se de nós. Foi uma festa poder ter a presença daqueles diletos amigos na hora da partida para o nosso desafio. Com atraso de cerca de 30 minutos finalmente largamos rumo a Aparecida. Fomos seguidos pelos carros da dupla Ary e Sandra e do Rodrigo até o Café Bom Dia, a partir de onde a nossa iluminação se dava pelos poucos faróis de duas bikes, pelo sauromóvel e pela magnífica lua cheia que também estava lá, desejosa de acompanhar-nos e testemunhar o entusiasmo do grupo. A temperatura estava amena e agradável e o céu, claro e salpicado de estrelas. Não poderia ser melhor: com giro constante e forte, o grupo pedalou firme até a Fernão Dias, onde seguiu até o trevo de Campanha e tomou a rodovia Vital Brazil, rumo a Caxambu. Não houve paradas, até lá, exceto para que se trocasse um pneu da bike do Hebert. Rapidamente o grupo seguiu pelas subidas e descidas proporcionadas pelo mar de morros de nossa região e foi com alegria que atingimos a simpática Caxambu, onde fizemos nossa de fato primeira parada. Foi uma parada de cerca de 30 minutos, onde fizemos uma hidratação e consumimos nossa primeira refeição.

A primeira troca de pneus

Parada em Caxambu

Enquanto isso, conversávamos, dali até a divisa dos estados de Minas Gerais e São Paulo seria um trajeto diferente daquela primeira etapa. Teríamos, certamente, algumas descidas longas, mas o percurso seria predominantemente de subidas e combinamos, então, um pedal mais cadenciado. Partimos em direção a Pouso Alto, onde a paisagem começou a mudar e onde fizemos tanto subidas longas quanto descidas de arrepiar. Dezessete quilômetros adiante atingimos Itanhandu, onde, tínhamos acertado, faríamos nossa segunda parada, dessa vez para almoçar. É verdade que não estávamos com fome, mas toda a nossa estratégia, alimentar inclusive, tinha sido calcada nisso. Paramos, então, em um restaurante na entrada de Itanhandu, onde permanecemos por cerca de uma hora.

Rumo a Pouso Alto

Próximo a Itanhandu

Almoço em Itanhandu

Novamente iniciamos nossa jornada, agora, rumo a divisa de estados. Esse trecho, apesar de não ter subidas particularmente íngremes, é praticamente só morro acima. A paisagem que se descortina durante toda essa subida é das mais bonitas que se pode pensar, com formosas montanhas recobertas, após as últimas chuvas, de um verde resplandecente. Foi com muita vibração que finalmente avistamos, de longe, a Garganta do Embaú, que marca a divisa dos dois estados e está a cerca de 180km do Bikeponto. Há lá, todos sabem, uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, além de uma vista arrebatadora. De lá se podem avistar algumas cidades do Vale do Paraíba, além da cadeia de montanhas que, creio, seja a Serra do Quebra-Cangalha. Resolvemos, por isso, fazer uma última parada naquele pitoresco local para uma oração e fotos. Estávamos eufóricos porque sabíamos que a parte mais dura da viagem acabava de ser completada e, dali para frente, não deveríamos mais encontrar grandes dificuldades. Sabíamos também que a descida até Cruzeiro é perigosa por ser íngreme, ter muito óleo na pista e apresentar algumas curvas muito fechadas, além do grande movimento de veículos. Com a devida cobertura do nosso apoio, descemos muito rápido e com segurança, ultrapassando quaisquer carros que encontrássemos pelo nosso caminho. Quando a descida acabou, uma espécie de frisson tomou conta do grupo. Incrível, não sei de onde, mas uma energia imensa baixou sobre o grupo, que passou a pedalar num ritmo estonteante. Custava a crer, mas o Cateye insistia em marcar velocidades superiores aos 40km/h rampas acima. Não sei se era a perspectiva de conquistar mais um recorde pessoal ou o provável banho de endorfinas que certamente estava ocorrendo, mas o fato é que todo o grupo pedalou compacto e rápido como um bólido todo o trajeto restante. À altura de Canas atingimos a Via Dutra e lá o ritmo foi ainda mais intenso, e só foi quebrado pela segunda grande surpresa do dia: já em Guaratinguetá, cruzamos com o Pirituba e sua esposa, que voltavam para Varginha. Claro que o grupo parou para cumprimentar e saudar o nosso querido amigo.

Ultrapassando a Garganta do Embaú

Ao fundo, o Vale do Paraíba

Imagem dos intrépidos no alto da Mantiqueira

Num ritmo alucinante

Logo retomamos nossa marcha, que só não foi totalmente fluida até Aparecida porque nos últimos 10km houve cinco furos de pneus! Enquanto trocávamos um deles chegou o Clevinho, que tinha saído de Varginha algumas horas antes. É sempre muito bom reencontrar os amigos, mesmo que os tenhamos visto somente poucas horas antes! Foi incrível a sensação que tivemos quando avistamos a torre da Basílica Nacional de Aparecida, e mais ainda quando, juntos, subimos a ladeira de acesso a ela. Todos vibrávamos como crianças com a vitória ante ao desafio a que nos tínhamos proposto. Emocionados, abraçamos os companheiros e algumas lágrimas rolaram... Entramos então no grandioso templo, onde fizemos orações, alguns fizeram seus pedidos e todos agradecemos pela fantástica viagem que tínhamos feito.

Detonando na Dutra

Chegando a Aparecida

A comemoração defronte a Basílica

Era cedo, ainda, e o sol brilhava forte quando partimos rumo ao hotel previamente escolhido para o pouso. Novamente pegamos nossas bikes para vencer os aproximados 5km que o separam da basílica. Uma bela piscina com algumas cervejas geladas foram um prêmio mais que merecido para todos nós. No hotel encontramos uma simpática dupla de bikers de Santos, que tinham vencido os 150km que separam as duas cidades em dois dias, com alforjes e tudo. O detalhe: Alfredo e Rodrigo têm, respectivamente, 62 e 69 anos! Muito simpáticos e extrovertidos, conversamos longamente sobre as aventuras deles e as nossas. Bem mais tarde, um completo jantar saciou a fome dos sauros, que se recolheram aos quartos e tiveram um sono digno do pedal realizado. No domingo, 25 de novembro, cedo, levantamos, tomamos café e arrumamos as bikes nos carros. É, já era hora de voltar. Saímos os dois carros juntos e fizemos uma parada em Pouso Alto para um rápido lanche. Em pouco tempo chegávamos a Varginha, felizes da vida com tudo o que tínhamos protagonizado e com uma sensação de que já estávamos há dias na estrada, tamanha a diversidade de tudo que vivêramos.

No hotel, cerveja à beira da piscina


Com Alfredo e Rodrigo, de Santos



Bikes no carro e... hora de voltar!

Foi, sem sombra de dúvida, um pedal memorável. O grande volume de quilometragem, o trajeto para nós inédito, ao menos de bike, e as serras que se interpuseram em nosso caminho tornaram-no um soberbo desafio. Nunca duvidamos de que seríamos capazes de vencê-lo, pois tínhamos, pelos treinos realizados, noção de que estávamos bem preparados física e psicologicamente.
Desde o início trabalhamos juntos na preparação do projeto como uma turma unida e solidária e não poderia ter sido diferente no evento em si: tudo saiu à perfeição. Todo o tempo andamos juntos, apoiando-nos uns aos outros, com um prazer indescritível de irmos, aos poucos, vencendo juntos a grande distância. Todos estiveram, todo o tempo, atentos aos outros, ora aumentando, ora diminuindo o ritmo, de forma que fomos, de fato, uma equipe. Tivemos um apoio magnífico, que nos deu a segurança necessária para que a nossa única ocupação fosse pedalar, o que nos permitiu uma grande concentração e, então, melhor desempenho. Nossa orientação nutricional saiu na medida, de forma que muitos contribuíram para o maravilhoso sucesso da viagem.
Com a conclusão desse projeto, temos a sensação de termos realizado um grande feito, mas surge uma sensação meio incômoda: e agora? E agora, ora essa, nossas mentes já estão ativas, pensando em novos projetos e novos desafios. Não sabemos quais serão, mas uma coisa é certa: com esse pessoal, sempre que algo for proposto e decidido, o sucesso será natural. É que os Bikessauros são assim mesmo, sempre ligando o pensamento à ação.


Rodrigo Silva

Fotos: Ary, Marcelo, Ronaldo e Rodrigo Silva



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Trilhas nas costa da Torre - 01/12/2007

Pedal de sábado.
Trilhas nas costas da Torre

De volta as origens, o grupo formado por Silas, Ronaldo, Hebert, Rodrigo Silva, Sopão, Timba e Adilson, partiram às 08:20h do bikelocal para um pedal trilheiro da gema.
Pouco quilometragem, algo em torno de 40km e uma constante alternância de fortes subidas e descidas técnicas foi o resultado do trajeto escolhido. Circuito parecido com a trilha da caveira, exigiu muita técnica e coragem dos bikessauros, principalmente na descida da grota. Descida em 70 graus com valas e muita poeira. Para aumentar a dificuldade tem uma cerca no final da descida, ou seja, se o intrépido não parar a tempo vai dar uma de Ronaldinho e rebentá-la no peito.
O final do pedal contou ainda com a descida do ventilador até o haras por trilhas radicais muito bem executadas pelo grupo.
Ao meio-dia alguns bikessauros já estavam no Pinguim bebemorando o fantástico pedal e se preparando para a festa de aniversário da Janaina. Festa maravilhosa onde a animação jurássica deu o tom.
Jana, feliz aniversário, sucesso, saúde e paz no coração.
Abraços, Ronaldo.

Foto da comemoração.