domingo, 30 de março de 2008

VARGINHA - CARVALHOS - CACHOEIRA DA ESTIVA

Como já acontece há quatro anos, no feriado da semana santa os Bikessauros viajaram para Carvalhos, hospedando-se, mais uma vez, na Pousada da Estiva. Há três anos eu e o Hebert decidimos ir até lá não de carro, mas de bicicleta, e foi tão boa a idéia que no ano passado resolvemos reeditá-la com um grupo de cinco pessoas. Tradicional que se tornou, nesse ano, claro, iríamos de novo até lá da mesma forma. Por limitações impostas por trabalho, somente eu, Hebert e Rodrigo Caxambu estaríamos disponíveis para fazer a viagem. Combinamos, então, sair às seis horas da quinta-feira santa, vinte de março de 2008, do Hungry Tiger. O Hebert estava tão ansioso pela partida que, Infelizmente, acertou erradamente o despertador, pondo-o para acordá-lo às quinze para as seis. Nem é preciso dizer que mal teve tempo de pôr a roupa e nem tempo de tomar café teve.

Na hora da partida, no Hungry Tiger

Por volta das seis e quarenta e cinco saímos finalmente rumo a Carvalhos. A manhã estava clara e prometia muito calor, como é comum nessa época do ano, mas a claridade, entretanto, tornava mais belas ainda as já belas paisagens, agora atapetadas com um verde muito vivo. Tão logo chegamos na Fernão Dias, o Hebert sugeriu que nos fôssemos revesando no vácuo e trocando posições a cada 10 minutos, idéia que resolvemos implementar e que se mostrou excelente. Desde o início a estratégia possibilitou um maior rendimento e, com um ritmo forte e constante, fomos vencendo com rapidez a distância e nem vimos o tempo passar. Dessa forma, atingimos Caxambu em apenas 4 horas, a uma média de vinte e oito quilômetros e meio por hora. Àquela hora, o sol estava, claro, muito forte, e já era tempo de fazer uma parada. Como de costume, fizemos um pit stop no restaurante do trevo de Caxambu para um rápido lanche e reabastecimento. Sabíamos que o mais pesado estava ainda por vir, e combinamos manter o sistema de vácuo, mas num ritmo menos intenso.

O trio jurássico no restaurante do trevo

115,12km em 4 horas: 28,5 de média

Saímos novamente à estrada e, que nada, não era mesmo possível diminuir o ritmo; é que o entusiasmo nos compele a ir sempre o mais forte possível... Quando atingimos o trevo de Cruzília, o sol tornou-se ainda mais forte e começou a nos abrasar sem piedade. O calor e, provavelmente, a desidratação que já me atingia, fizeram-me começar a ter muita dificuldade para acompanhar os companheiros. Mesmo pedalando em pé, meu ritmo não era forte o suficiente! Foi, para mim, um grande sofrimento chegar até uma loja de conveniência que há em um posto a cerca de 500 metros antes do trevo de Aiuruoca. Lá, após galões de isotônico e carbohidratos, senti que sim, dava para continuar e bem. De fato, a partir dali, voltei a pedalar forte e pudemos fazer um pedal sensacional até Carvalhos, onde chegamos por volta de vinte para as três. Tínhamos pedalado 180,89km em 6h54min e ainda restavam cerca de 15km até a Pousada da Estiva, dessa vez totalmente por terra.

Na estrada, antes de Aiuruoca

No trevo de Carvalhos

Aferições feitas numa padaria no centro de Carvalhos

O fato de que estávamos usando pneus slick 2.0, a exemplo dos outros anos, não nos atrapalhou em nada seguir por terra até a Estiva. Assim que começamos essa última parte do trajeto, abolimos a estratégia de vácuo e fomos apreciando a paisagem fantástica que se vê por lá e já comemorando o sensacional pedal. Vencidas umas grandes pirambeiras que há pelo caminho, já quase chegando a pousada, fomos alcançados pelos primeiros sauros que chegavam de carro, e foi grande a festa.

Ao longe, a Cachoeira da Estiva

195,84km até o ponto final

Foto aérea da Pousada e Cachoeira da Estiva

Pouco adiante, finalmente alcançamos nosso destino ainda cheios de energia e, de cara, fomos tomar um banho na maravilhosa Cachoeira da Estiva, que dista uns cem metros da pousada, felizes da vida por mais um pedal sensacional que havia sido concluído. Muito ainda estava por vir, sabíamos, como o excelente pedal até Santo Antônio do Mirantão, com a obrigatória e sempre difícil transposição da Serra da Aparecida, além do trekking e escalada do Pico do Muquém; esse pedal teria sido somente uma parte, muito boa, é claro, de uma festa que, de fato, durou quatro dias...


Rodrigo Silva

* * *

4 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns ao trio fantástico.
Pedalaram forte até Carvalhos.
Delícia de relato Rodrigo. Deu para sentir o verde e o calor do sol. O posto Pico do Papagaio próximo ao trevo de Aiuruoca foi também para mim um Oasis quando o pneu do carro furou.
Parabéns por manter esta tradição. Espero acompanhar vocês no próximo evento.
Abraços, Ronaldo.

Anônimo disse...

É isso aí, Ronaldo, ano que vem tem mais. Será muito bom tê-lo conosco.
Rodrigo

Anônimo disse...

Achei um sítio em Carvalho. Daí, pesquisando justamente na Semana Santa de 2012!!! cheguei nesse belíssimo relato. Como um surfista, velho e de Florianópolis, SC, e biker amador de pequenas distâncias litorâneas, senti "saudável inveja" de poder pedalar até um paradisíaco pedacinho dessa imensidão de Deus. Parabéns.
Saudações de um Velhomamute (maisbarulho@blogspot.com)

Anônimo disse...

Puxa vida, tenho tentado mandar uma resposta para você, simpático surfista e biker de Florianópolis mas, no seu blog, não consigo achar espaço para isso. Espero que veja essa mensagem e indique outro canal para contato.
Um abraço.

Rodrigo