terça-feira, 24 de junho de 2008

Expedição Caminhos da Mantiqueira - Maria da Fé


Como parte dos trabalhos da Comissão Organizadora da III Romaria das Bikessauras a Aparecida, que será realizada de 4 a 7 de outubro, visando, em primeiro lugar, uma melhor distribuição do percurso para o 2º e 3º dia de pedal, um grupo desbravador formado pelo Luizinho, Ary, Luísa e Luizão, além do especial apoio logístico da Sandra Reis Alcântara Jr, líder da comissão, Roselene e Jotinha Reis, Quequel e Dilson Nogueira, esteve mapeando novos caminhos na “serra que chora”, a Serra da Mantiqueira.

Para tanto, zarparam na manhã de sábado de Lambari, dia 21 de junho, numa bela e ensolarada manhã, refazendo parte do trecho do 2º dia da romaria. Na saída, Luizão havia contatado o amigo jurássico Mick Jagger, mais conhecido como Gilvane, que os aguardava em Olímpio Noronha para passar algumas informações do caminho para Maria da Fé, a cidade mais alta e fria das Gerais. Passava um pouco das 10 h da manhã, quando Luizinho, Ary e Luizão encontraram o entusiasmado amigo, que estava empolgado com suas últimas conquistas, uma delas no Big Bike (um brilhante 3º lugar na Over 40), além de contar seus planos para as futuras competições.

A resposta às perguntas do trio estava na chegada ao asfalto entre Cristina e Pedralva, onde nas seguidas romarias, originalmente, vira-se à esquerda para percorrer os últimos quilômetros até a Pousada Pantanal. Nesse ponto, foram orientados a seguir à direita, em direção a Pedralva, por uns 2 Km e acessarem novamente a terra, à esquerda, antes da ponte. Daí, mais algumas informações adiante, os três intrépidos empreendiam as subidas e descidas, serpenteando entre belíssimos cenários, às vezes em altitudes superiores a 1.500 metros, até Maria da Fé, onde chegaram pouco além de uma da tarde, tendo percorrido por volta de 57 Km.

A impressão do trio no acréscimo de aproximados 16 Km no percurso original, sendo uns 10 km de ascensão, é que seriam, para as bikessauras, de médio nível físico e técnico.
Outro fator de destaque para a expedição foram as excelentes acomodações do Hotel Dona Marta, onde pernoitaram, com destaque para a limpeza, o tamanho dos quartos e a boa comida, servida em fogão à lenha, além, claro, do preço (R$ 30,00 por pessoa). Acharam totalmente adequado às bikessauras e apoio.

No domingo, para completar o objetivo da expedição, faltava ainda fazer o reconhecimento do caminho para Delfim Moreira. Assim, Luísa, Ary e Luizão, orientados por solícitos marienses, acessaram o caminho de terra para as Posses, Mata de Baixo e Mata de Cima, esta última há muito conhecida por bikessauros e bikessauras, onde fica o “Z” ou “Cachorrinho”, aquela subida de tirar o fôlego, e que pouquíssimos conseguem “zerar”. Trecho que mostrou-se tranqüilo e que soma 15 Km, aproximados 1/4 do pedal do 3º dia.

Cumprido o objetivo, o trio resolveu explorar um pouco mais a serra, fazendo o caminho inverso das romarias até o topo da Paciencinha, de onde seguiram por caminhos inéditos, onde chegaram a altitudes superiores a 1.600 metros, com descidas íngremes e técnicas, que incluiu a Grota e novamente as Posses, perfazendo um total de 35 Km no retorno a Maria da Fé.
Bom, foi um final de semana intenso e em ótma companhia, em que ficaram as lembranças de bons momentos, pedalados ou não, e a certeza de breve retorno.
Luiz A Nogueira

Em Lambari.
Em Jesuânia.
No caminho inédito para Maria da Fé.
Em Maria da Fé.
As acomodações.
Um "city tour".
As belas cerejeiras na entrada da cidade.
Da série "separados ao nascer": um gêmeo do Hebert; e os desbravadores do domingo.
Nas Posses e serpenteando pela serra.
Na Grota e no retorno a Maria da Fé.

6 comentários:

Anônimo disse...

Show, fantástico.
Parabéns aos bandeirantes jurássicos que desbravaram novos caminhos.
Relato detalhado e ilustrado por fotos de tirar o fôlego.
Abraços, Ronaldo.

Silas disse...

Belíssima foto na abertura do relato, nos relembra como somos agraciados por vivermos próximos desta Serra que Chora (melhor que essa só a Serra da Rola-Moça, belíssimo poema de Carlos Drummond de Andrade, que merece sempre ser relido). Assim como li e reli o relato que fizeste, escriba. Como é bom descobrir ou ler um relato que nos descreve novos caminhos e novos rumos no meio dessa Mantiqueira.

Anônimo disse...

Mais um fim-de-semana inesquecível, junto aos amigos Bikessauros!
Fica aqui a sugestão de programarmos um repeteco, com um grupo maior.
Luisa

Anônimo disse...

Excelente a expedição, caros exploradores jurássicos! As fotos confirmam paisagens espetaculares e pedais fantásticos. Parabéns para todos vocês.

Rodrigo Silva

Reginaldo - ciclovulcanos disse...

Lugares bucólicos e remotos, são paisagens lúdicas !!! PARABÉNS À TODOS. usei a primeira imagem como plano de fundo no meu computador, terei que pagar royalties ???? rsrs.....

JULIO LATINI disse...

Olá caros amigos ,

Meu nome é Júlio Latini , sou Ultramaratonista e aventureiro. Adoro trilhar os caminhos da Mantiqueira. Este trecho que vc querem fazer em outubro ainda não conheço. Já fiz o caminho da fé 12 vezes ( 8 correndo e 4 de bike ) , caminho frei Galvão , do sol entre outros. Gostaria de saber se há a possíbilidade de participar com vcs desta expedição a realizar-se em outubro. Além de conhecer novos amigos será uma grande alegria pessoal conhecer novos horizontes da mantiqueira.

um grande abraço

JULIO LATINI
PHJ.BOND@GMAIL.COM
ORKUT - JULIO LATINI
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