SÃO THOMÉ DAS LETRAS, PICO DO GAVIÃO, 12/01/08
Mais um sábado de pedal se fazia mister e, nessa época de “entressafra” de pedais, resolvemos, após alguns contatos, voltar pela enésima vez a São Thomé das Letras para mais uma vez treinar na fabulosa trilha até o Pico do Gavião. Assim, no sábado, 12/01/08, saímos rumo à mística cidade Adilson, Hebert (o “Guru”), Rodrigo Caxambu, Totonho e eu. Claro que não faltou a parada na padaria credenciada em Três Corações para o tradicional café da manhã e para o necessário abastecimento das caramanholas.

O raiar do dia em Varginha

Na praça central de São Thomé
Cedo ainda já estávamos desembarcando as bikes na praça central de São Thomé. Foi quando tivemos uma triste surpresa: a gancheira da bike do Adilson estava retorcida... Foi feito um conserto com as ferramentas de que dispúnhamos, mas, infelizmente, a bike não ficou perfeita, o que atrapalhou a performance do nosso amigo nas excelentes trilhas que, (quase) todos sabemos, existem por lá. Ele, entretanto, seguiu firme com o animado grupo que, encarando com energia o caminho, pedalou sem parar e forte o tempo todo. O trajeto, muito variado, com single tracks em meio a pedras e matas, estradões recobertos por cascalho muito irregular, paredes e algumas descidas bastante difíceis, entusiasmou todo mundo. É incrível, mas cada vez que vamos lá, alguma coisa está diferente; dessa vez, aquele difícil trecho de single track em descida que há no meio do trajeto estava ainda pior: é que, com as chuvas que tinham caído na semana anterior, uma infinidade de buracos apareceu e raízes e valas novas se interpuseram à nossa frente. O Rodrigo Caxambu, em franca ascensão técnica, zerou aquela e todas as outras descidas que encontrou.

Algumas das dificuldades do caminho

Com as chuvas, a vegetação resplandece
No cume, como sempre, a contemplação da paisagem foi obrigatória. Ainda por obras das águas que caíram, o verde que se vê por quase 180 graus estava luxuriante. Como o céu estava cor de chumbo, não nos demoramos a começar a descida, como sempre cheia de emoção. Foi uma pena que o Adilson tenha que ter seguido por estradão até o Sobradinho e de lá até a cidade, já que sua bike realmente não estava muito afinada. De qualquer forma, animadamente, pedalamos de volta até a praça central, onde gente de todos os tipos se fazia presente e criava aquela típica atmosfera que lá predomina. Chegamos lá debaixo de causticante sol, e muita água e suco foram pedidos.

O pessoal no cruzeiro

No restaurante Sinhá

Deixando São Thomé
Mais uma vez fomos ao restaurante Sinhá, onde uma cozinha mineira de primeira estava sendo servida. Satisfeitos, embarcamos as bikes e voltamos a Varginha, alguns de nós com escoriações e dores, mas todos felizes com o treino que tínhamos feito. Bikes remontadas, alguns de nós fomos ao Pingüim, onde encontramos vários sauros que, também contentes com os seus treinos, estavam comemorando. Nem todos estavam tão felizes assim, é verdade; o Júnior, por exemplo, triste da vida, descobriu onde tínhamos ido: é que ele nunca fez essa trilha e, por destruir todos os seus celulares, não tinha sido avisado... Tudo bem, como com a nossa turma essa celebração à vida feita com muito pedal, companheirismo e alegria nunca termina, logo estaremos de volta... É esperar para ver!
Rodrigo Silva
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