domingo, 24 de maio de 2009

Estrada Real II - Ouro Preto até Paraty - Diário da aventura

"MINAS SÃO MUITAS, QUANTAS VOCÊ CONHECE?"

Boa noite amigos,

Se a conexão internet permitir, colocarei aqui o diário da aventura de Ronaldo, Marcelino e Andreza na Estrada Real. A partir de Carrancas, Silas vai nos acompanhar.

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Domingo,24 de maio:
(Varginha Ouro Preto de carro)


Andreza e Ronaldo saíram de Varginha 13h, passaram em Boa Esperança, onde Marcelino ofereceu um delicioso almoço e às 15:30h partiram para Ouro Preto. O ponto intrigante da viagem foi passar pelo Distrito de Ouro Preto chamado Rodrigo Silva, sim, amigos, tem um vilarejo com o mesmo nome do nosso grande amigo. Agora entendo sua ligação com a estrada de ferro. Pois não é que ela passa neste vilarejo! Chegaram às 20:30h e jantaram no restaurante "O Passo" e este momento teclo da Pousada Os Bandeirantes. Estamos muito bem hospedados e felizes com o início da aventura. Agradeço ao Caxambu pelo precioso mapa com os caminhos de terra entre Cruzilia e São Lourenço. Aguardamos com expectativa a decisão do Silas de nos acompanhar nesta aventura a partir de Carrancas ou outro local real.


Jantando no restaurante O Passo em Ouro Preto

Por hoje é só, abraços, Andreza, Ronaldo e Marcelino

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Segunda –feira, 25.05
(1.o dia - Ouro Preto até São Brás do Suaçui)

Saímos da Pousada dos Bandeirantes às 08:30h após um delicioso café da manhã. Informamos sobre o início do trajeto com alguns taxistas e pé na estrada. Para nossa felicidade ou nem tanto, descobrimos que o início era o mesmo do 2.o dia do Iron Biker. 20 km do mesmo percurso até a divisão do trajeto A com o trajeto B próximo a São Bartolomeu. Deu para conhecer melhor o trajeto, lindo por demais. Chegamos em São Bartolomeu com 20 km. Trecho lindo, ora margeando o rio, ora próximo a linha de ferro. Uma constante durante todo o primeiro dia de pedal. Cachoeira por todos os lados e uma água potável para beber no caminho. Para Glaura as subidas continuaram longas e em alguns momentos fortes. Estranhamos a média 15km\h e quando demos por si, tínhamos pedalado apenas 1\4 do programado, 30km e a ascendência havia passado dos 1000 metros. Passamos por Cachoeira do Campo, Santo Antônio do Leite e almoçamos em Engenheiro Correa, todos distritos de Ouro Preto. No caminho para Miguel Brumier cruzamos como vários caminhões transportando minério de ferro e nos sujamos todo. Chegamos ao distrito de Lobo Leite e nos informamos sobre o caminho de terra para Congonhas. Já saímos com uma forte subida e depois de alguns quilômetros descobrimos que o caminho estava errado. Retornamos um pouco e o pneu da roda traseira da bike do Marcelino rasgou em uma pedra. Enquanto estávamos colocando a câmara, um santo ciclista nativo apareceu do nada. Cristian, biker de 16 anos, estava indo para Congonhas por terra. Nos mostrou onde erramos. Faltou um totem no local. Pegadinha de mau gosto. Muito cuidado para quem se aventurar nesta parte do percurso. Isto atrasou e aumentou a quilometragem do trajeto. Chegamos em Congonhas às 16h e após uma ladeira ferrada estávamos de frente as estátuas dos 12 profetas da Basílica, feita pelo artista maior, Aleijadinho. Para mim um sonho realizado. Pegamos os faróis e seguimos em ritmo acelerado. Desta vez Andreza nos acompanhou no golfssauro. Passamos por Alto Maranhão, Pequeri e para nossa surpresa... Putz grilo!!! O pedal já teve de tudo, fortes e longas subidas, descidas técnicas e rápidas, pedal em areia fofa, cascalho, pedras soltas, só faltava parecer um single track. E não que pareceu?!? A estrada de terra começou a sumir no meio do mato e quando entramos na mata fechada estávamos que um single track parecido com a descida da Torre da Embratel. Impressionante!!! Valas, degraus e não é que os totens estavam ali marcando o caminho? Tiramos os óculos e ligamos os faróis, alto nível técnico, passamos por riachos e até encontramos uma faixa indicando que uma etapa da copa sundown passou por lá. Não estávamos acreditando. Saímos desta trilha próximo ao asfalto para São Brás do Suaçui e entramos em outro single track ferrado, ora no pasto ora em mata fechada. Neste momento já estava completamente escuro. Abrimos e pulamos várias porteiras até chegar no asfalto, agora bem mais próximo da cidade. Desistimos de continuar para Entre Rios de Minas, encontramos uma confortável pousada, jantamos do restaurante Portulare de um amistoso francês e brindamos os 120 km de um pedal que, considero o melhor pedal deste gênero que fiz em toda a minha história sob 2 rodas. A ascendência total foi de 2500 metros e as calorias perdidas passaram de 6.000.
Abraços e amanhã tem mais.
Serão mais 121km passado por Entre Rios de Minas, Casa Grande, Lagoa Dourada, Prados, Bichinhos e pernoitando em Tiradentes. Será que vamos conseguir chegar lá ?


Foto oficial do início do pedal na praça Tiradendes em Ouro Preto


Sujos e felizes.


Basílica de Congonhas.

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Terça-feira, 26.05.09
(2.o dia - São Brás do Suaçui até Bichinho)

Como apoio dos ciclistas "Figueiredos" fui incumbida de nesta data passar parte do ocorrido na data de ontem..dia 26/05/2009.
Primeiramente, em nome de Ronaldo e Marcelino, peço desculpas por não mantê-los informados sobre o pedal de ontem, mas no local onde paramos, Bichinhos, não havia conexão com internet....
Marcelino e Ronaldo saíram logo cedo de São Bráz de Suaçuí com destino a Bichinhos ou Tiradentes.. .tinham que tirar a diferença do dia anterior - 17km, e só Deus saberia onde os mesmos iriam parar...
Nos encontramos em Lagoa Dourada, estávamos ansiosos por experimentar os famosos rocamboles.. ..são de fato muito saborosos..mas o sucesso absoluto foi a Queixadinha da Padaria do Jacy...fantásticos. .....
Nas palavras dos intrépidos de São Brás de Suaçuí até Lagoa Dourada o pedal foi estradão puro..ou como diria nosso amigo Marcelino: "Meu pedal de Domingo em Boa Esperança"
Em Lagoa Dourada encontramos mapas com duas quilometragem até Prados, uma indicava 32 e a outra 47...e agora ?
De Lagoa Dourada os intrépidos seguiram até Prados, onde nos encontramos novamente. NOSSA...a emoção de Ronaaallldo e Marcelino ao chegarem em Prados foi sensacional. .....me relataram que a quilometragem de Lagoa Dourada até lá não foi 32 e tão pouco 47, mas sim 19 Km....SINGLE TRACK PURO.......a melhor parte do pedal......eles estavam nas nuvens......
Desse momento em diante seguimos juntos para Bichinhos... ....os intrépidos emocionados que estavam após a descoberta desse single track pareciam que estavam reiniciando o pedal...e giraram com força total até BICHINHO..fazendo um breve parada para colocar os óculos, literalmente estavam respirando bichinhos, rs...
Como já estava escuro, resolvemos pernoitar em Bichinho, na Pousada CIPÓ ARTE..a melhor de todas.....Local este que eu e Ronaldo estivemos visitando há aproximadamente um ano e meio e ficamos com água na boca..realizando o sonho na noite de ontem para amanhecer hoje...
Esse é o início do relato do dia 26/05/09 - versão feminina...
Andreza.



Grupo em São Brás do Suaçui. Pousada do Quinca


Single track de Lagoa Dourada até Prados.

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Quarta-feira, 27.05.09
(3.o dia - Bichinho até Carrancas)

Saímos da fantástica Pousada Cipó Arte às 09h passamos por Tiradentes e fomos para São João Del Rei pela linha de trem. Dali para São Sebastião da Vitória pelo asfalto após perguntar para inúmeras pessoas. Quando chegamos em São Sebastião da Vitória avistamos o tótem e descobrimos a estrada de terra, que pena, fica para a própria. O dia está muito quente. Paramos para reabastimento na lanchonete Parada Real e seguimos em ritmo forte para Caquende. Começa com uma estrada de terra estreita que acessa uma outra estrada de terra muito larga. Como Marcelino disse, largura de aeroporto, rs.
Chegamos junto com o apoio em Caquende e atravessamos de balsa para Capela do Saco. A balsa é um caso a parte. Parece um pedalinho motorizado.
Em Capelo do Saco conhecemos o famoso e simpático Sr. Zico que nos ajudou a desenhar um mapa do percurso até Carrancas. Conversamos e nos alimentamos por 2 horas para esperar o sol baixar um pouco. O apoio seguiu junto com os bikers até um ponto e depois pegou a estrada de terra sentido Itutinga, depois asfalto até Carrancas. A dupla de bikers seguiu os tótens para Serra Cruz das Almas, nome recebido após a morte de dois caçadores no alto desta serra. Tola disputa por quem havia matado a caça. De volta para o pedal, pegamos uma subida fantástica. Muita areia e pedras, no bom estilo São Tomé das Letras. Atravessaram a serra nos últimos raios de sol e seguiramos para Carrancas nas luzes dos faróis.
Estamos hospedados no Hotel Roda Viva, do Sr. Ivan e descobrimos que passamos ao lado da nascente das águas que alimentam sua pousada. Um tesouro, show.
Silas chegou para integrar o grupo e amanhã seguiremos em três rumo a Pouso Alto ou próximo de lá.
Clevinho trouxe o Silas e amanhã retornará para Varginha.

Mascote da Pousada Cipó e Arte. Animal jurássico.

Andreza, apoio ligado. Farol para os bikers.

Pôr-do-Sol com a serra de Carrancas ao fundo.

Subida da Serra Cruz das Almas.

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Quinta-feira, 28.05.09
(4.o dia de Carrancas até São Lourenço)

Ontem não foi possível encaminhar-lhes o relato porque os intrépidos chegaram cansados e com fome...então novamente, eu, o apoio, fui incumbida de lhes deixar informados.. ..
Na data de ontem, dia 28/05/09 teve início no caminho da Estrada Real nosso grande amigo Silas, que se esbaldou conhecendo os Totens...chegou felicíssimo após fazer o percurso de Carrancas até São Lourenço...afinal foram 1850mts de altitude, 121Km percorridos e 4.500 calorias gastas...UFA. ..
Silas foi levado até a cidade de Carrancas por Clevinho que nos presenteou com sua agradável e engraçada companhia até a manhã de ontem , quando retornou para Varginha, enquanto os intrépidos seguiam seu destino até onde as pernas permitissem. ....
Nos encontramos em Cruzília, (berço da raça de cavalo Mangalarga Marchador).. ..onde almoçamos em um restaurantezinho bem simples, mas muito gostoso...e me foi relatado pelos "aventureiros reais" que suas caramanholas foram reabastecidas na Fazenda Traituba.... fazenda essa que teve sua sede construída entre 1826 e 1831 para recepcionar o Imperador Dom Pedro I em sua passagem pelo Sul de Minas Gerais. Atualmente a Fazenda está desativada e foi colocada a venda por R$7.000.000, 00. É um espetáculo a parte....
De Cruzília seguimos para São Lourenço...os intrépidos foram por terra e eu por asfalto...onde nos encontramos novamente... .De Caxambu a São Lourenço os Totens Reais remeteram os intrépidos direto para São Lourenço, pulando Soledade de Minas, um novo caminho que será compartilhado em breve com o grupo..
Ao sairmos para jantar em um típico restaurante do local: "Ki-Beleza" encontramos com nosso querido amigo MASSA (Maciel).... .que ficou com água na boca pelo trajeto e nos desejou toda sorte do mundo no resto do percurso...
Saimos bem cedo de São Lourenço, com intenção de pernoitar em Guaratinguetá ...e nesse momento estou em Passa Quatro esperando pelos ciclistas reais...
Andreza - relato feminino.


Marcelino e Silas.

Silas e Ronaldo.

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Sexta-feira, 29.05.09
(5.o dia de São Lourenço até Cruzeiro)

Partiramos de São Lourenço às 08:30h e fizemos um pedal maravilhoso pela região de Pouso Alto, Capivari, 2 Pontes, Biribiria, Itamonte, Itanhandu e Passa Quatro. Adriano na loja Harpia em Passo Quatro desenhou um mapa e conseguimos descer a serra por trilha. E que trilha! Passamos pelo túnel de 997 metros na Garganta do Embau e terminamos o pedal em Cruzeiro. Cansamos de andar em single-track ora de um lado da linha férrea ora do outro e as vezes sob a trilha com os batentes permitiam. Tentamos até pedalar dentro do túnel, mas estava muito escorregadio. Sensação única.

Marcelino e Ronaldo com Itamonte ao fundo.

Grupo na entrada do túnel de 997 metros que atravessa a Garganta do Embaú.

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Sábado, 30.06.09
(6.o dia de Cruzeiro até Paraty)

Partimos do Hotel Brasil em Cruzeiro com o objetivo de chegar em Paraty. 30 km\h até Guara e começamos a subida até Cunha. Ao contrário dos outros 5 dias este foi 95% por asfalto. Chegamos em Cunha 13:30h, almoçamos pouco e começamos a subida da serra Quebra Cangalha. Já tínhamos percorrido 100km e a serra tinha subidas muito fortes. A parte de terra para Paraty estava interditada para carros. Um chua para as magrelas. Após 650km parecíamos um só, bike e biker, todos esbanjaram técnica na descida e chegamos em Paraty às 17h, onde comemoramos o final do projeto. Todos chegaram muito bem graças a Deus.

Em Canas, felizes da vida. Rápido pedal no Vale do Paraíba, média de 30 km/h

Fizemos amizades na descida para Paraty.

Comemoração na chegada em Paraty.

Jantar em Paraty.

Agradeço a Deus pela saúde.
Ao amigo e primo Marcelino. Você é o cara. Pedalou muito.
Ao amigo e parceiro Silas, que abrilhatou ainda mais a aventura. Ôoooo perninha que gira, sô!
Ao apoio dos sonhos, Andreza, mesmo sozinha, se comportou com profissional.
Aos amigos que mandaram mensagens de apoio.
Ao Rodrigo Silva que junto com Hebert, Claudinha e Janaina fizeram o caminho real e nos incentivaram a seguir os tótens.
Ao João Batista, ciclista de B.H. e amigo dos bikessauros, pelas inúmeras informações e dicas.
Ao Rodrigo Caxambu, Seu Zico e Adriano da Harpia pelos mapas do caminho.
Ao povo de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro pelas informações e acolhida.
Meu muito obrigado.
Ronaldo.

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Score da viagem:
1.o dia de Ouro Preto até São Brás do Suaçui 6.000 calorias, 120 km, ascendência 2.500 metros.
2o dia de São Brás do Suaçui até Bichinho 5.000 calorias, 120 km, ascendência 2.200 metros.
3.o dia de Bichinho até Carrancas 4.000 calorias, 100 km, ascendência 1.700 metros.
4.o dia de Carrancas até São Lourenço 4.500 calorias, 121 km ascendência 1.850 metros.
5.o dia de São Lourenço até Cruzeiro 4.000 calorias, 102 km, ascendência 1.500 metros.
6.o dia de Cruzeiro até Paraty 5.500 calorias, 145 km, ascendência 2.700 metros.

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Fotos da aventura, acesse:
http://picasaweb.google.com/bikessauros/ERIIOuroPretoAteParaty#slideshow/5342732734826205906

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Vídeos:



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Relato técnico para os aventureiros da estrada real:

* Ouro Preto até São Bartolomeu: Lindo trecho. Flores e samambaias. Fortes subidas e descidas. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 16 km;

* São Bartolomeu até Glaura: Longas subidas. O rio forma várias cachoeiras. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 10km;

* Glaura até Cachoeira do Campo: Os dois distritos de Ouro Preto são separados por estrada de asfalto. Forte descida. Bem sinalizado pelos tótens. Trânsito moderado. 7 km;

* Cachoeira do Campo até Santo Antônio do Leite: Os dois distritos de Ouro Preto são separados por estrada de terra. Subidas e descidas moderadas. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 6 km;

* Santo Antônio do Leite até Engenheiro Correia: Os dois distritos de Ouro Preto são separados por estrada de terra. Subidas e descidas moderadas. Em alguns momentos acompanha a linha de trem. Bem sinalizado pelos tótens. 10km;

* Engenheiro Correia até Miguel Bumier: Caminho com lindas cachoeiras, com subidas e descidas moderadas. Em alguns momentos acompanha a linha de trem. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 15km;

* Miguel Bumier até Lobo Leite: Estradão com subidas e descidas leves e uma quantidade de minério de ferro. Forte trânsito de caminhões das mineradores. Pequeno trecho em asfalto até Lobo Leite, aproximadamente 1,5 km. Bem sinalizado pelos tótens. 12 km;

* Lobo Leite até Congonhas: Cruza o distrito passar por uma ponte de concreto e inicia uma forte subida de concreto depois terra. Segue subindo forte até um entrocamento. Isto é antes da porteira. Cuidado, o tótem não está no lugar correto. Pegue a virada à direita. O Tóten está escondido 200 metros depois. Daí não tem mais erro até Congonhas. Nenhum trânsito. 7 km;

* Congonhas até Alto Maranhão: Subidas e descidas moderadas. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 6 km;

* Alto Maranhão até Pequeri: Subidas e descidas moderadas. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 6 km;

* Pequeri até São Brás do Suaçui: A estrada de terra termina em uma porteira branca de uma fazenda. E começa o single track em mata fechada. Na saída deste single track, pega uma estradinha de terra. No próximo cruzamento os tótens somem. Seguir reto. Passa por um curral. A estradinha vira um single track, passa por algumas fazendas, atravessa um riacho, abre algumas porteiras e chega no asfalto há 1,5 km de São Brás do Suaçui. Nenhum trânsito. 6km;

* São Brás do Suaçui até Entre Rios de Minas: É uma cidade dormitório. Perguntamos várias pessoas e ninguém soube nos informar o caminho por terra seguindo os tótens da estrada real. Então fomos pelo asfalto. Sem acostamento. Trânsito moderado. 17km;

* Entre Rios de Minas até Casa Grande: Estradão de terra com subidas e descidas moderadas. Sobe a serra de Camapuã. Também passa pelo vilarejo com o mesmo nome. Pouco trânsito. Tótens colocadas no lugar errado da estrada. Cuidado. 30 km;

* Casa Grande até Lagoa Dourada: Estradão de terra com subidas e descidas moderadas. Chega um ponto no caminho que os tótens sobem. Seguimos para a direita na principal e chegamos no alfalto a 10 km de Lago Dourada. Caminho errado. Acho que o correto é seguir a esquerda no cruzamento. Chega no asfalto há 3 km de Lagoa Dourada. O totem indica para retornar no aslfato 1,5 km e existe outro totem indicando para virar à esquerda e continuar por terra. Chega em Lagoa Dourada por terra. 28 km;

* Lagoa Dourada até Prados: Tem um mapa que marca 32 km e outro 47km. Pelo totem na saída são 19 km. De cara pega uma estradinha de terra com muitas valas. Precária, não passa carro. Daí a pouco pega outra estrada de terra melhor e entra em um single track ferrado. O totem leva para um brejo e a atravessia de um pequeno riacho. Há a possibilidade de contornar. Aí por diante os totens fazem você fazer um zip zap louco. 100 metros depois da fazenda do Seu Timóteo, o totem indicada outro single track que passa por uma mata fechada. Subidas e descidas técnicas até Prados. Show de percurso. Bem sinalizado pelos tótens;

* Prados até Bichinho: Estradão de terra com subidas e descidas leves. Bem sinalizado pelos tótens. Pouco trânsito. 9 km;

* Tiradentes até Santa Cruz de Minas: Estrada de pedras. A bunda sofre. Pouco trânsito. 5 km;

* Santa Cruz de Minas até São João Del Rei: Estrada de pedras. A bunda sofre. Pouco trânsito. 5 km;

* São João Del Rei até São Sebastião da Vitória: Os nativos não souberam nos informar mas existe a estrada por terra com a marcação dos tótens. Verificamos isto na chegada em São Sebastião da Vitória. Erramos e fomos pelo asfalto. 24 km;

* São Sebastião da Vitória até Caquende: Estradão de terra com subidas e descidas moderadas. Lindas paisagens com a represa de Itutinga ao fundo. Pouco trânsito. Muito poeira. 22 km;

* Caquende até Capela do Saco: Balsa. Funcionamento até 18h. 1 km;

* Capela do Saco até Carrancas: Lindas paisagens. Subidas e descidas moderadas até a subida da Serra Cruz da Almas. Só passa carro 4x4. Muita areia e argila no chão. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 28 km;

* Carrancas até Fazenda Traituba: Estradão com muito poeira e lindas paisagens. Subidas e descidas moderadas. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 29 km;

* Fazenda Traituba até Cruzilia: Estradão com muito poeira e lindas paisagens. Subidas e descidas moderadas. Chega no asfalto há 3 km de Cruzilia. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 36 km;

* Cruzilia até Baependi: Estradinha de terra com subidas e descidas moderadas. Acessa a estrada de terra para São Tomé da Letras. Manter à esquerda. Próximo a Baependi tem uma descida longa e forte. Cruza o asfalto e chegar a Baependi por terra. Pouco trânsito. Bem sinalizada pelos tótens. 15 km;

* Baependi até Caxambu: Depois da rodoviária, seguir pela linha de trem desativada. A bundinha sofre um pouco. Pouco trânsito e bem sinalizada pelos tótens. 4 km;

* Caxambu até São Lourenço: Depois da rodoviária, seguir pela linha de trem desativada. A bundinha sofre um pouco. A estrada melhora na frente. Passa por lindas pousadas e vilarejos. Há uma virada à direita para Soledade de Minas mas o tótem indica à esquerda por terra até São Lourenço. Próximo do asfalto tem um totem que leva você para a saída da cidade próximo a rodoviária de São Lourenço. Pouco trânsito e bem sinalizada pelos tótens. 22 km;

* São Lourenço até Pouso Alto: 300 metros após a rodoviária sentido Pouso Alto, vire à direita desça pela estrada de terra, tem um totem indicando. Cuidado pq uns 2 km depois tem um totem pedindo para virar á esquerda. A estrada termina e vira um single track serpenteando o o morro. Está correto. Vai dar, opa, sem dupla interpretação, em um bambuzal com uma ponte quebrada. Deve atravessar com cuidado, tem outro totem logo adiante. Estrada de terra com subida e descida moderadas. Cruza a linha de trem e o Rio Verde várias vezes. Lindo caminho. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 14 km;

* Pouso Alto até Capivari: Seguem até São Sebastião do Rio Verde pelo asfalto. 1 km apenas. Após a saída da cidade tem um totem do lado esquerda. Saída por terra até Capivari. Cruza a linha de trem e o Rio Verde várias vezes. Lindo caminho. Pouco trânsito. Bem sinalizado pelos tótens. 6 km;

* Capivari até Itamonte: Em Capivari tem 2 opções. Seguir pela linha de trem para Itanhandu ou ir para Itamonte. Optamos pela segunda opção. Cruzamos o centro de Capivari e seguimos sentido 2 Pontes e Biribiria segundo informações dos moradores. Não encontramos os tótens e chegamos no asfalto a 1 km de Itamonte. Pouco trânsito. 8 km;

* Itamonte até Itanhadu: Saída de Itamonte pelo bairro Barocada ao lado da Antártica. Tem a sinalização dos tótem. Começa com uma subida longa e moderada. Depois retas e descidas até Itanhandu. Pouco Trânsito. Lindas paisagens. 6 km;

* Itanhandu até Passa Quatro: Saída nos fundos da rodoviária. Single track e estrada de terra ora de uma lado da linha ora do outro lado até Passa Quatro. Sem trânsito. Tem a sinalização dos tótens. 10 km;

* Passa Quatro até Cruzeiro: Atravessa Passa Quatro pela linha do trem. Parada oficial no loja Harpia (Mountain Bike e Montanhismo). Segue ao lado da linha de trem em single track, ora de um lado, ora de outro. Algumas vezes por uma estradinha de terra ao lado da linha. Passa pelo bairro Caxambu. Cuidado por que por 2 vezes da estradinha de terra tentará levar você para o asfalto. Vá pelo single track. Próximo ao túnel dá para pedalar dentro da linha. Nos batentes. Depois do túnel, 997 metros, necessário farol para atravessar, seguir do lado direito da linha de trem em single track. O single track termina e começa uma trilha a direita. Forte descida. Segue a trilha principal até o asfalto próximo a Cruzeiro. 14 km de alfalto até Cruzeiro. Dica de hospedagem Hotel Brasil R$ 30,00. Dica de jantar: Restaurante Tulipas. Sem trânsito até o asfalto. Tem a sinalização dos tótens. 29 km;

* Cruzeiro até Cachoeira Paulista: Seguir pela estrada velha até o trevo de Cachoeira Paulista. Cuidado para não virar para a Dutra. Só asfalto. Trânsito intenso. Tem a sinalização dos tótens. 11 km;

* Cachoeira Paulista até Canas: Não chega a entrar em Cachoeira Paulista. No trevo tem um tótem a esquerda. Seguir pela estrada velha até Canas. Cuidado para não virar para a Dutra. Só asfalto. Trânsito intenso. Tem a sinalização dos tótens. 7 km;

* Canas até Lorena: Asfalto. 1 km;

* Lorena até Guaratinguetá: Asfalto e alguma sinalização. 11 km;

* Guaratinguetá até Cunha: Logo na entrada de Guara, se informe sobre a saída para Cunha. Atravessa por baixo da Dutra. Informe no posto policial verifique se o carro de apoio consegue descer a serra para Paraty. Após o posto policial existe um tótem a direita sentido bairro do Paiolzinho. Não exploramos este caminho mas acredito que deve chegar novamente no asfalto após uma sequencia de subidas. Próximo a Cunha tem um trevo para Lagoinha e São Luis do Paraitinga. Estrada asfaltada. O carro de apoio pode seguir este caminho e descer para Ubatuba pela Rodovia Oswaldo Cruz. Uma subida forte e outras moderadas até Cunha. 47 km;

* Cunha até Paraty: Forte subida logo na saída de Cunha. Depois uma longa e forte descida. Depois 28 km de subida moderada para forte até alcançar a estrada de terra que é a descida da serra. Descida técnica, escorregadia e com muitas pedras. Cuidado. Tem um bar com um delicioso pastel de banana a direita do caminho. AVISO: Não descer a serra após às 17h. Após uma loja de artesanato e peças em barro começa o asfalto. Alta velocidade, cuidado com carros e motos no sentido contrário. Passa por alguns vilarejo e chega ao trevo de Paraty, BR 101. Tem a sinalização dos tótens. 56 km;

Espero que ajude, abraços, Ronaldo.

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16 comentários:

Reginaldo - Ciclovulcano disse...

Boa sorte aos três aventureiros....estamos torcendo

Anônimo disse...

Não há dúvidas de que a viagem vai ser fantástica - os Caminhos Reais são mesmo fabulosos! Desejo então, também, aos pedalantes da Estrada Real muita sorte e que aproveitem ao máximo. Vocês, que já fizeram o trajeto de Ouro Preto a Diamantina, sabem que é uma aventura que não se esquece nunca mais. Quisera eu poder estar aí com vocês mas, dessa vez, fico na torcida.
Um abraço.

Rodrigo Silva

Anônimo disse...

Acompanhamos essa incrível aventura histórica. Ainda não fiz esse trecho da ER, salvo o trecho do Iron. Relato show! Mal posso esperar o próximo trecho. Então, até Tiradentes, tchau!
Luizão

Batista disse...

Oi amigos

Fico muito feliz em poder estar com voces diariamente, curtindo as emoçoes da viagem pontualmente.
Sobre os imprevistos, aventura boa é assim mesmo, sem elas fica sem graça. Elas são o tempero da aventura.
Espero que possam aiunda usufruir muitas alegrias ai pelo caminho até Paraty, estou aqui esperando os proximos dias. Vamos que vamo....Preparem pra curtir os deliciosos rocamboles em Lagoa Dourada (O famoso, O Legitimo, O Saboroso, O Autentico, etc, etc, etc) Até amanhã....
Grande abraço
João Batista

Silas disse...

Caramba! Que aventura! Estamos aqui em Varginha coçando as pernas de pedalar com essa dupla. Continuem nos fazendo babar com esses relatos diários. Abraços e ótimas pedaladas.

Anônimo disse...

Sensacional esse primeiro dia de viagem, caros bikessauros. Não passei por Congonhas do Campo e confesso que também é um dos meus sonhos conhecer a basílica de Bom Jesus do Matozinhos que foi eleita, há alguns anos, num concurso promovido pelo programa Terra de Minas, como o símbolo de Minas Gerais. Se der, passando por Prados, dêem uma passada na praça central para ver o monumento em homenagem a Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, a primeira mulher a tomar parte na Inconfidência Mineira.
Que esse dia seja também fantástico, estimados Sauros Reais.
Abraços. Lembranças à Andreza e ao "seu" Murilo.

Rodrigo Silva

Batista disse...

Oi amigos,

Saborearam os deliciosos rocamboles lá de Lagoa Dourada? E a passagem por bichinhos, viram que lugar interesante? Espero que tenham descansado bem para encarar a Serra das Cruzes, não vai ser mole não, lembrando que o golfssauros vai ter que ir pelo asfalto, porque por lá só passa 4X4 ou fusquinhas...a grande recompensa, uma das vistas mais espetaculares ao lonfo da ER
Tou acompanhando aqui de perto .

Um grande abraço
João Batista

Reginaldo - Ciclovulcano disse...

Belas imagens, relato contagiante...mas essa foto do Jurássico ficou da hora heim...só vocês mesmo pra descobrirem o tal....rsrsrs....parabéns e força aí....e eu aqui ralando nesse frio de Poços....

Anônimo disse...

Mais um dia de dar água na boca, caros jurássicos. E não é que o Silas foi mesmo?! Muito bom, mais um amigo para abrilhantar a viagem. Continuo sonhando com a Estrada Real em meio a sessões de fisioterapia...
Abraços a todos.

Rodrigo Silva

Batista disse...

Olá amigos,
Estou aqui vibrando com a aventura de voces.
Pelo que estou vendo, é só alegria. Com certeza vai ser assim até o fim, Sobre a Serra das Cruzes, viram só que maravilha? Valeu o esforço, a recompensa, esta bela visão do horizonte.
E o jurássico lá de Bichinho, deve ser filho de algum bikessauro que passou por lá antes, não é Luizão ???Agora preparem-se pra ver outra maravilha, a Fazenda Traituba e uma belissima plantação de Girassóis. Vamo que vamo.

Té manhã..

Anônimo disse...

Estou sabendo que o trio jurássico já está em Paraty desde o final dessa tarde, juntamente com a Andreza e Alessandra, que foi ao seu encontro hoje. Estão todos eufóricos e de alma lavada! Parabéns a todos pelo esplêndido sucesso. Vocês são verdadeiros monstros da bike - cumpriram uma quilometragem bastante alta nesses dias, com topografias para lá de acidentadas - e merecem mesmo parabéns. Bom retorno amanhã para Varginha. Aguardo ansioso uma oportunidade para que me contem pessoalmente todos os detalhes de mais esse marco na história jurássica.
Um abraço.

Rodrigo Silva, teclando da UTI do Hospital Regional

Reginaldo - Ciclovulcano disse...

Respiram bike, comem montanhas, andam de pedais....nasceram pra ser Jurássicos...

Parabéns.

Batista disse...

Oi Amigos jurássicos,

Parabéns por mais esta grande aventura. Espero que venham tambem incetivar outros amigos para conhecerem esta nossa bela Estrada Real.
Assim como eu, pra voces agora tá faltando só o caminho Velho (Ouro Preto-Rio de Janeiro) , que pretendo encarar em julho do ano que vem. Vamos nessa?
Um grande abraço para todos.

João Batista

Reginaldo - Ciclovulcano disse...

RETIFICANDO ...NASCERAM PARA SEREM JURÁSSICOS... HEHE....é a correria do escritório misturado com a emoção do pedal Rea...

Anônimo disse...

Magnifica Ruta Amigo Ronaldo junto a Marcelino. Lindas fotos, una muy buena ruta para un proximo desafio de chilebike e Bikessauros
Parabens amigos
Um Grande Abraço

Beto

Anônimo disse...

queria se possivel manter contato com vcs, pois vamos fazer esse trajeto e queria mais informações

Davison
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