quarta-feira, 24 de março de 2010

Pedal Sem Fim - Ano VIII: Gonçalves II

Há alguns anos alguns intrépidos, entre eles, Jeffinho, Adilson, Rodrigo e Hebert, estiveram em Gonçalves, na Serra da Mantiqueira, pedalando em direção a Monte Verde, outro paraíso serrano, distante quase uns 60 Km. Foi um pedal difícil, na época, com o grupo atingindo o destino na boca da noite.
Gonçalves é a última cidade no extremo sul de Minas Gerais, a aproximados 20 Km de São Bento do Sapucaí - SP, com seus 1.500 m de altitude, em média.
No último final de semana, 20 e 21 de março de 2010, Luísa e Luizão estiveram em Gonçalves para outro reconhecimento, acompanhando um grupo de amigos servidores do INSS, amantes do trekking.

O pedal rolou no sábado, quando a dupla zarpou da Pousada Encontro das Águas por volta das 9:30 h da manhã, num dia de sol com alguma nebulosidade. O percurso escolhido pelo casal, num mapa turístico sem muitos detalhes, foi passando pela comunidade de Campestre até Serrano, um distrito de São Bento do Sapucaí, retornando por uma subida difícil, longa e íngreme, com quase 9 Km, que passa entre a Pedra do Barnabé e a Pedra da Balança.



Só que alguns percalços desviariam a dupla do plano original.
Antes de Campestre, interpretando um bifurcação errada, pegaram um caminho que os tirou da rota, pelo menos, uns 3 Km morro acima, até um tal Condomínio das Estrelas Proibido a Entrada Cão Bravo. Luizão que chegou na frente conheceu os dois mastins de presas que os convidaram a bater em retirada, de sorte morro abaixo.
Já tendo pedalado mais de 4 Km morro acima após o distrito de Serrano, passando pela bela Cachoeira do Tobogã, com a Luísa encontrando muita dificuldade para pedalar, a dupla chegou ao primeiro top, já avistando a Pedra da Balança, com seus mais de 1.700 m de altitude. Nesse ponto, encontraram um nativo em sentido contrário empurrando sua bicicleta. Este, contou sobre a dificuldade do caminho que seguiriam, de mais ou menos 4 Km de subida, e sugeriu uma opção mais fácil, segundo ele, indicando uma porteira próxima e dizendo que era só descer e encontrar o asfalto a 3 Km de Gonçalves. Analisando a situação e sentido a facilidade da sugestão, naquele momento, ante a situação da Luísa, resolveram transpor a tal porteira e encarar uma descida pra lá de difícil, com muitas pedras e valas. Aí foi que a vaca, aliás, os dois foram literalmente pro brejo, depois pro pasto, pra mata, pro curral, novamente pro pasto, pro brejo, mais mata fechada, curral de novo, nada de caminho e muita preocupação. Após mais de duas horas de tentativas, já cansados, bem longe e abaixo do caminho original, com o horário já bem adiantado, mais de 16 h, e uma chuva armando por trás dos montes, resolveram subir até a famigerada porteira e voltar pelo caminho que subiram, que pelo menos já conheciam. A chuva os apanhou na difícil descida, mas logo passou. Ao atingirem o asfalto no caminho para São Bento do Sapucaí, a uns 6 Km bem planos, ainda tentaram ligar para a pousada onde estavam seus amigos, mas não conseguiram, pois o celular da Vivo emprestado pela Quequel, único que pegava na região, estava sem créditos. Somente conseguiram contato num posto de gasolina na entrada da cidade, após quase 40 Km percorridos.
Aí, foi só relaxar com algumas latinhas geladas e aguardar o amigo Édson com a "unidade móvel jurássica".
Consultando alguns moradores do Serrano, constataram que não existe o tal caminho naquele ponto da serra e que o nativo estava enganado. E ainda, se tivessem seguido o caminho planejado, com toda a dificuldade, teriam chegado antes das 15 h na pousada.



No domingo, circularam pela região, de sauromóvel, claro, procurando novas possibilidades de pedal. Gostaram do que encontraram e breve farão um convite a todo o grupo para, quem sabe em julho, retornarem a Gonçalves para curtirem o frio, compartilharem pedais para todos os níveis, paisagens e excelentes momentos.

Abraços,
Luiz A Nogueira

3 comentários:

Anônimo disse...

Deu saudades viu Luiz, essas paisagens são únicas, deu vontade de ir de novo!!! Aliás essas bandas, o caminho é muito difícil a memorização, pois é tudo igual e muitas bifurcações, mas é lindo, compensa se perder por lá! Abraço pra vcs e parabéns por essa aventura sobre duas rodas!

Reginaldo - ciclovulcano disse...

lindas paisagens , lembrei da nossa ida ao Caminho da Fé qdo desviamos por São Bento do Sapucaí passando proximo a pedra do baú.... eta Casal arretado. rsrs
Parabéns Lucho...

Anônimo disse...

Show de pedal, Luiz e Luisa, e belo relato, caro Lucho. As fotos estão fantásticas, mostrando um pouco da incrível beleza do alto da Mantiqueira.

Um abraço

Rodrigo Silva