quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pontalete - sábado, 8mai2010

Pedal que incluiu uma parte inédita: as trilhas que começam no Lagamar, ladeiam a Represa de Furnas, serpenteiam em linha férrea desativada, em mata fechada, em pastos e cafezais e desembocam na estrada para Espera.
O trecho já passeava pelo pensamento do Luizão fazia tempo. Mas foi ante a reação decidida do Bregalda e do Ney que a coisa deslanchou. Aos três intrépidos se juntaram Robertão (postulante a bikessauro, cuja vida pregressa vem sendo investigada pelo Conselho Jurássico, mas, a seu favor, conta com o apoio do Luizão), Carlinhos (Sortee), Chacal e Leley (Criaturas). Amauri (tio do Leley) e Ronaldão também iniciaram este pedal, mas, não se sabe o motivo, tomaram outro rumo, indo e voltando de Pontalete pelo mesmo caminho.




As citadas trilhas tomaram muito tempo para serem transpostas, cerca de 2 horas e meia, atrasando bastante a primeira perna do pedal. Passava um pouco das 13 horas quando o grupo chegou no Bar do Mané, em Pontalete, para reabastecimento, e das 14 horas quando tomaram a balsa que os levaria à margem de Elói Mendes, para seguirem pela Estrada da Barra e descerem em direção à Ilha do Salto.




Na Pamonha, Carlinhos ficou para o resgate. Com o pneu traseiro furado e necessitando de algumas "bombadas" para continuar girando, Robertão resolveu seguir por asfalto após a Ponte dos Buenos, no que foi seguido pelo Chacal e Leley. Mas os três intrépidos, mentores dessa versão do percurso, queriam terminar por terra, como manda o figurino. No caminho, ainda subtraíram umas poncãs do Hélcio Trombini (cortando o cabinho, claro). Na chegada, ainda encontraram os três do asfalto, pois o Robertão teve que trocar a câmara de ar.
Foi um pedal incrível de redondos 110 Km. Luizão, Bregalda e Robertão ainda tiveram a oportunidade de brindá-lo no Albanos, parada obrigatória dos intrépidos e intrépidas, em seu movimento.
Até a próxima aventura!
Luiz A Nogueira

terça-feira, 11 de maio de 2010


PEDAL DE SÁBADO, 08 DE MAIO - A TRILHA DA CAVEIRA

Para quase todo mundo, quando se fala em caveira, logo vem à mente coisas macabras, filme de terror ou qualquer coisa parecida. Ok, para qualquer bikessauro, falar de caveira é falar do magnífico trecho que, entre estradões e trilhas, forma a Trilha da Caveira. Todos nós, ou praticamente todos, já fizemos esse percurso inúmeras vezes e sabemos como é variado, técnico e pesado. Pois nesse sábado, um numeroso grupo reuniu-se na fonte para o melhor pedal da semana e logo várias opções foram apresentadas: um grupo faria o Pontalete, outro o Mutucão e outro, ainda, a Mutuquinha. Todas são excelentes opções, sem dúvida, mas, com vontade de fazer umas trilhas e pelo sol forte que se prenunciava pelo puríssimo azul do céu e pela já alta temperatura às oito da manhã, resolvemos Hebert, Rodrigo Sanches, Rodrigo Silva e Totonho, encarar mais uma vez a tradicional trilha.

Iniciando os trabalhos


Totonho e Hebert; ao fundo, Varginha (aumente a foto)

Como sempre, a primeira pirambeira quando se deixa o asfalto na Cidade Nova e se ruma para o riachinho estava diferente da última vez que passamos por lá: duas pedras, uma delas grande e bem alta, estavam bem no meio da primeira curva e, como resultado, um colega mais apressado passou direto e protagonizou a primeira de algumas quedas que, inevitavelmente, surgiriam. Todo o trajeto de pequenas estradas e alamedas de cafezais foi sendo rápida e divertidamente vencido, até que iniciamos uma trilha morro acima com mato tão fechado, tão cheio de galhos, arranha-gatos e arbustos, que quase nos fez desistir e procurar um caminho alternativo. Quase, mas fomos firmes e logo estávamos novamente seguindo pelos sensacionais single tracks Serrinha acima. Do topo, atingimos a trilha da Boca da Onça que também está bem mais divertida, já que surgiram degraus e muitos buracos e valetas em todo o trajeto que conduz à fazendinha onde habitualmente paramos para pedir água. Lá, além de água, um colega nosso pediu também penico e desistiu de seguir conosco, preferindo seguir pelo estradão. É, não é mole não!...


O impensável: Hebert abrindo uma tronqueira!


Uma embrenhada trilha


Rodrigo Sanches e Hebert em meio a mata

Na sequência subimos, conforme a tradição, a trilha da Fumaça, cujo início, aliás, está, apesar de repleto das enormes valetas, mais pedalável que de costume. Após o cocho, subimos aquelas ribanceiras à esquerda, logo passando a entrada da Boca da Onça, local de onde começamos a voltar. As intermináveis subidas ficaram, àquela hora, ainda mais custosas, dado o sol escorchante que se tinha estabelecido e que não dava folga, fazendo com que os dinossauros suassem como cavalos de bandidos... Quando atingimos a cota mais alta de todo o trajeto, avistamos, não tão longe assim, a cidade de Varginha, inacreditavelmente formosa sobre os característicos morros da nossa região. É incrível, já tínhamos passado por lá tantas vezes e nunca nos tínhamos dado conta de quão bela e aprazível é a nossa cidade...

Uma subida bem complicada...

A nossa cidade ao fundo


Bela vista, com Varginha ao fundo

Já tinha dito sobre o trecho de mato cerradíssimo pelo qual havíamos subido – bem, agora o sentido era inverso e tínhamos de descê-lo. Foi o que fizemos mas, dado a grande inclinação, a velocidade atingida era maior e, então, sem muito o que fazer para evitá-lo, levamos lambadas de galhos e folhas em todo o corpo, que resultaram em inúmeros arranhões e alguns hematomas – olha, parecia que tínhamos levado uma verdadeira surra!
A certa altura, numa determinada reta, observamos que o Totonho estava pedalando de uma forma sincopada, meio que com pequenos reboleios ou solavancos que ele próprio notou e comentou. Para nossa surpresa, a banda de rodagem do seu pneu traseiro estava totalmente torcida, formando um “S”, com um ponto central de onde vazava líquido selante, tudo isso sem que houvesse nem sinal de empenamento do aro! Nunca tínhamos visto algo semelhante mas, ainda bem, além dos pequenos solavancos e de um ruído feito pelo raspar do pneu na corrente, nada mais atrapalhava e, assim, nosso amigo pode seguir adiante em sua Flecha Negra.

O incrível "S" do pneu do Totonho

Num instante atingimos novamente o bairro Cidade Nova, fizemos a subida do “seu” Justo e, finalmente, com uma alegria característica de quem, mais uma vez, supera um obstáculo e tanto, chegamos ao Albanos, onde já estavam as turmas que tinham feito o Mutucão e a Mutuquinha.
Um espetáculo – somente assim posso qualificar esse incrível pedal de 37km, vencidos todos eles com energia e com a companhia fantástica desses amigos de sempre, que tornaram, os amigos e o caminho, especial aquele sábado. Quiséramos nós que todos os dias pudessem ser assim tão plenos... Já que isso não é possível, ficamos então sonhando com o próximo sábado, quando, certamente, mais um eletrizante pedal acontecerá.

Rodrigo Silva

Fotos: Rodrigo Sanches e Totonho





segunda-feira, 10 de maio de 2010

Pedal a Três - mai2010

Neste sábado, 8 de maio, depois de 3 semanas de meio-repouso, para recuperação de uma pequena lesão no joelho esquerdo, voltei a me encontrar com a galera na praça.
Um grupo de rapazes seguiu para Pontalete, outro pra trilha da Caveira e as meninas, que estão treinando para competição, planejaram o Mutucão.
Fiquei meio preocupada, pois as minhas parceiras, Miriam e Luciana, não puderam comparecer.Já estava me lamentando, vislumbrando a possibilidade de ter que ir pedalar sozinha na Copasa, já que os percursos possíveis eram contra-indicados para as minhas atuais condições físicas. Para minha alegria, chegou o casal Wagner e Bebel, “minha pima”, que se dispôs a me acompanhar no Mutuquinha, voltando pelos eucaliptos, aeroporto e abatedouro, perfazendo 50 km.



Agradeço de coração ao casal amigo pela ótima companhia, pelo companheirismo e amizade.
Depois de um banho segui para o Albanos, onde já estava a turma do Mutuquinha (vejam a foto do Adilson com seu new look). Logo chegaram os meninos da trilha da caveira.
À noite assistimos ao casamento do casal bikessauro Júnior e Damaris. Após a cerimônia a turma seguiu em peso para a Cantina Romana, onde com grande alegria comemoramos a união dos amigos.
Foi um sábado intenso em alegria, convivência, confraternizações e emoções, enfim, um sábado daqueles que nós, bikessauros, tanto gostamos.
Luisa Bomtempo

O Pedal de Tiradentes - O Mártir da Inconfidência Mineira

Aliás, por falar em inconfidência, não posso deixar de contar o esplêndido pedal para Campanha. Agora, com tempo, relato a aventura que incluiu a Walita, as Pereiras, comunidade de Óleos D'água, Batatinha e a estrada de terra que liga Três Corações a Campanha. Na cidade sede da Diocese, Ney, Bregalda, Robertão, Luizão, Ronaaldo (só asfalto, devido à recuperação da clavícula) e Andreza, que foi resgatá-lo, puderam degustar no Restaurante Colibri, do amigo Hermínio, uma sensacional costela no bafo. Esse misto de terra e asfalto somou 115 Km. Participaram também de parte desse pedal, retornando pela Volta do Palmela: Moc, Timba, Marcelo, Claudinha, Vivi, Deley, Lelei e Alesandra.
Confiram as fotos.




Até a próxima!
Luiz A Nogueira

domingo, 2 de maio de 2010

PEDAL DE SÁBADO, 01 DE MAIO

Sábado, embora estivesse planejado um treino no circuito, o Adilson teve um compromisso de ordem paterna que o impediu de realizá-lo. Então, eu dirigí-me ao bikeponto onde encontrei-me com Bregalda, Carlos, Carola, Delley, Elton, Lenz, Rodrigo Mortadela, Timba e Totonho para um pedal rumo a Serra dos Óleos (ou olhos?). Saímos pelo Cemitério Campal por onde seguimos por terra até a Ponte dos Buenos. De lá fomos pelo asfalto até próximo a Elói Mendes onde entramos à esquerda e fizemos mais um trajeto por terra até atingirmos o centro da cidade e entrarmos novamente na estrada de terra rumo à Cordislândia, onde todos se lembraram do ausente Ney ao ver a placa indicativa. A subida da serra é bastante técnica, mas todos, pedalando ou empurrando, atingiram o topo. Lá no alto, fizemos umas trilhas em mato fechado, uma aventura e tanto. Após andarmos um bom tempo, descobrimos que o caminho, se é que tinha caminho, estava errado. Voltamos e entramos em uma outra trilha igual a anterior em nível de mato e desta vez acertamos e saímos na estrada de onde seguimos rumo ao Esmeril. Lá nos reabastecemos com um delicioso refrigerante e um pão puro, uma vez que ninguém quis encarar o pão com linguiça que era a única opção oferecida pelo estabelecimento. Todos reabastecidos, saímos para finalizar o pedal em grande estilo, chegando à cidade como sempre muito felizes por mais um pedal realizado. Lamento que o Luizão tenha perdido o horário e esse belo pedal, mas fico feliz por ele ter feito um pedal solitário e dele ter tirado belíssimas conclusões.
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."
Abraços,
Isabel Ferreira

Os Devaneios do Pedalante Solitário

Sim, é uma corruptela de "Les Rêveries du Promeneur Solitaire", de Rousseau.

Ontem, 1º de Maio, por ter perdido o horário, Luizão teve que fazer um pedal meditação, que incluiu a Fazenda Jacutinga, o Lagamar, o Barreiro, o Sítio Engrenagem e o Cemitério Campal.
Enquanto pedalava, o intrépido pôde divagar sobre coisas do tempo pretérito, presente e futuro; sobre negócios do espírito e pôde até jogar alguma luz sobre os mais intrincados labirintos da alma humana.
Descobriu, por exemplo, que nossas ações e decisões são pautadas pela Vontade e pela Inteligência. A humanidade oscila entre essas duas forças. Daí, a qualidade de nossa vida depende do equílibro entre elas. Quando a Vontade supera a Inteligência, estamos na senda da perdição; ao contrário, deixamos de viver com plenitude. O resto é Espiritualidade: a certeza da eternidade da alma e do aprendizado contínuo.
Sobre as mulheres, lembrando um pequeno trecho de "Viver Para Contar", de Gárcia Márquez, concordou: "são as mulheres que sustentam o mundo e nós, homens, o desordenamos com nossa brutalidade histórica".
Até a próxima!
Luiz A Nogueira