quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Trilha do Defunto em São Tomé - 12 de outubro de 2010






Trilha do Defunto em Sao Tomé

Nao é recente em que escuto comentários da famosa Trilha do Defunto. Em minha primeira visita a cidade mística de Sao Tomé os nativos de lá me relatavam detalhes das inúmeras trilhas que lá existiam e entre elas
estava a eletrizante Trilha do Defunto.
Acompanho e participo da comunidade Jurássica desde novembro de 2009 e sempre que o assunto desta trilha aparecia nas rodas de conversa eu me afastava temendo ser convidado (ou intimado) para participar desse pedal bastante técnico.
E não foi diferente até a manha do dia 12. Era uma manha nublada, com previsão de um pouco de chuva que não ocorreu. Acordei cedo, mas ainda a dúvida pairava na minha cabeça “ir ou não ir”. Mas algo me dizia que esse dia não poderia ser normal...
O grupo dessa aventura foi formado pelos veteranos Maciel, Ronaldinho (ex-menudo), Rodrigo Sanches (Zambotti I), Luiz Carlos Bregalda (Breg), Pantufa, Timba (lada) os incríveis XTR e D.o.n.d.i.n.h.o  e os novatos em São Tomé, Carlos, Robertão e de ultima hora ingressou Donizeti (Os Criatura).
Partimos do Bike ponto por volta das 6:45 em três viaturas Golfssauro ( 4 bikes), Saveirossauro  (+4 bikes) e Mareiassauro (+2 bikes) com  uma parada obrigatória na padaria em Três Coraçoes para um reforço na
alimentação, chegamos em São Tomé por volta das nove horas.
Com todas as bikes descarregadas e revisadas, juntou-se ao grupo Maciel que havia pernoitado na cidade. A adrenalina do pedal já se aflorava ao se avistar o majestoso paredão de pedra. Percebi logo de cara que esse dia das crianças não seria só brincadeira. Mas eu não poderia desistir porque seria a oportunidade da realizaçao de um pedal inusitado. E também contava com o apoio de todos do grupo, principalmente de Ronaldinho e Maciel, que paulatinamente instruíam com suas experiências e nos forneciam incentivo
para seguir adiante.
Passado o susto inicial, pedalar entre pedras já não era assim tão apavorante e determinado a prosseguir, os novatos, eu e Carlos e Donizeti já nos sentíamos mais a vontade e relaxados com todo o contexto.
Prosseguindo rumo ao nosso destino final, passamos pelo jet-ski paleolítico, parada obrigatória para efetuar as fotos de praxe. Logo em seguida nos deparamos com o degrau da morte, batizado obrigatório aos
novatos, onde Donizeti (Os Criatura) comprou um pequeno terreno. Feito
isso já se avistava ao fundo o Pico do Gavião.  Um trajeto feito por estradas de pedras soltas, trilhas íngremes, curvas radicais, sendo que, por algumas vezes (várias) os novatos carregavam as suas magrelas, mas queríamos a chegar um local místico e transformador. Aonde as energias despendidas para se chegar lá são renovadas em um piscar de olhos, tamanha a magnitude que o lugar proporciona.
Reunidos para tirar as fotos do local, da Cruz e do Gavião, surge do nada, como que uma miragem um dissidente do grupo inicial, Bigorna, que não resistiu da possibilidade de se divertir e juntou-se ao grupo por alguns minutos, montado em sua reluzente moto.
No caminho de retorno, Pantufa teve o seu pneu perfurado na borda pelas pedras. Nesse instante decidimos nos separar em dois grupos. Foi uma decisão acertada, pois Breg  teve uma distensão ao se tentar tirar uma
foto, e temendo “esfriar” o corpo e atrasar todo o grupo decidimos seguir a frente dos demais.  Foi assim que Maciel, Robertao, Donizete e Breg retornaram, temerosos que a situação se agravasse com o companheiro debilitado, mas mesmo assim ele ainda arriscava algumas decidas radicais em pedras, coisas do Luiz Claudio, como todos já conhecem.
Reagrupamos novamente um pouco antes da chegada, para assistirmos um show de técnica de vários integrantes. Ronaldinho, Maciel, Rodrigo Sanches, Timba, teimoso Breg, e os fantásticos XTR e D.o.n.d.i.n.h.o enquanto os novatos estupefatos observavam manobras de descida (e subida) do paredão.
Como não se poderia deixar de ser, nos reunimos em frente a praça local para festejarmos o  completo êxito da aventura e dividirmos as alegrias de mais um dia . Optamos por finalizar a comemoraçao em Varginha, após vários salgadinhos e poucas cervejas, pois tínhamos vários km ainda por percorrer.
Agradeço enormemente a paciência e união de todo o grupo que concorreram para a boa realização desse pedal. Não podemos nos esquecer da Andreza, apoio e motorista no retorno a Varginha. Agradeço também a Nossa Senhora, no seu dia, nossa Padroeira e companheira espiritual de todos os pedais.

Roberto Rivera

Fotos da aventura (By Moc): http://picasaweb.google.com.br/rodrigogsanches/FOTOSPEDALSAOTOMEDASLETRAS?feat=email#slideshow/5527666762847693410

3 comentários:

Bikessauros disse...

Moc, fotos sensacionais. Tanto tecnicamente como fisicamente salta aos olhos sua evolução no pedal.
Xtr, Dondinho e Pantuta, obrigado pelas aulas de técnica. Vocês deram um show. Xtr, quanto a você zerar a subida na primeira escadaria, algo difícil até de subir com a bike nas costas, só tenho a dizer uma coisa: - Devolve meus "hominhos" que não quero brincar mais, rs.
Bregalda, vulgo Adam, a cada dia concilia melhor técnica com força.
Roberto, estreiou na trilha com muito cuidado da ida e se esbaldou na volta, dominando muito mais a magrela. Transformação nítida.
Timbinha, assim com o Moc, salta aos olhos a evolução e o preparo. Sofri para acompanhar a moçada.
Carlinhos Sortee, também estreante nesta trilha, aproveitou seu bom momento técnico e físico e impressionou na sua primeira vez. Passou pela maioria dos obstáculos.
O Sogrão Maciel, rs, como sempre liso nas trilhas serpenteou como um cobrinha pelas serras de São Tomé. Além de aguentar todo mundo chamando ele de Sogrão, rs. Valeu pela esportiva.
E nosso amigo Donizetti Criatura, deu o sangue na trilha, rs, literalmente. Valeu Donizetti, você renova e inspira quem está a sua volta.
Por fim, Robertão, que primor de relato.Parabéns jurássicos de pedra, foi uma honra compartilhar e comprar alguns terrenos com vocês, rs.
Abraços, Ronaldo.

Anônimo disse...

Grande Roberto, relato quentíssimo e prá lá de interessante! Parabéns a todos os novatos pelo pedal que, sei, é espetacular. Parabéns também aos demais já que, também sei, cada incursão naquele ambiente meio pré-histórico parece sempre a primeira vez.
Na próxima, espero estar presente.

Rodrigo Silva

Anônimo disse...

Relato emocionante da primeira vez de um jurássico nas trilhas de pedras da mística São Thomé das Letras.
Ah,sim,conversei com um colegas do INSS e é provável que o Breg seja aposentado por invalidez.
Abraços,
Luizão