segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Campeonato Brasileiro de Maratona - Participação Jurássica


O Campeonato Brasileiro de Maratona, da Confederação Brasileira de Ciclismo - CBC, prova que define o campeão anual brasileiro de XCM, foi a prova mais casca de ferida grossa que já participei. Aconteceu em Caconde - SP, que fica num vale do outro lado de Poços de Caldas, perto de Muzambinho. Logo na saída, após sair da cidadezinha, encara-se a escalada da serra em direção a Divinolândia - MG por 10 km, numa estradinha minúscula e empedrada, com inúmeras paredes. Quando se atinge o topo (de bela vista), surgem as descidas técnicas, fortes e com muita pedra e cascalho (com certeza para facilitar a subida dos carros). É um sobe e desce, parede e pirambeira que parece não ter fim.
Foram 64 km, com limite máximo de 4 horas para completar. No quilômetro 50, acabou meu gás. Estava em quarto e dois competidores da minha categoria passarem por mim devagarinho, também se esgarçando, mas não tive força para engatar um coroão e acompanhá-los. Arrepiava de frio e cansaço, acabei em sexto (num total de 12 na categoria), em 3h33m, apenas 8 chegaram antes do corte. Adriano Chagas de Lima, Dioléia, de Três Pontas, terminou em quinto na sua categoria.
Salvador terminou em quarto na sua categoria, em 2h57m e foi um caso a parte. Eduardo Ramirez, o Edu, técnico da seleção brasileira e um dos organizadores do evento, contou-nos que na chegada Horse parou a bike e perdeu a memória, começou a falar sem nexo. Imediatamente, percebendo a gravidade, chamou a ambulância e foram os dois ao hospital, graças a Deus bem pertinho e já preparado para receber atletas. Aplicaram 2 litros de soro no Salvador, que teve desidratação severíssima, perda total de glicose e minerais. Após minha chegada, estava no banho, nosso hotel ficava defronte a chegada, ouvi o Paulo de Tarso, do Sampa Bikers, co-organizador do evento, chamando meu nome e pedindo que comparecesse ao hospital. Preocupados, fomos, eu e Dioléia, e o encontramos abatidíssimo, olheiras profundas, ainda vomitando, e sem memória dos acontecimentos recentes. O Ramirez foi muito legal, atenciosíssimo, largou a prova e ficou com o Salvador no hospital até chegarmos. Dioléia contou-nos que estava junto com ele na serra, quando Salvador ficou sem coroinha e acabou fazendo a maioria das paredes em pé, com coroa do meio (2x1). Foi além do limite. Com certeza o corpo deve ter dado sinais de que era hora de diminuir, mas ele não queria ouvir, só terminar, graças a Deus está bem, tem o verão para se recuperar.
Realmente foi uma prova de arrebentar, tem de estar pelo menos medianamente preparado para fazê-la, senão melhor não tentar. Havia gente do Brasil inteiro, da Paraíba à Santa Catarina. E, adivinhem, o atual campeão brasileiro de maratona é o mineiro Sherman Trezza, de Poços de Caldas, que fez 5 minutos em cima do Rubinho Donizetti. O garoto, que corre na sub-23, está andando muito e deve ser nosso representante nos campeonatos mundiais em breve. Outras informações no sítio http://www.cbc.esp.br/ e fotos http://www.cbc.esp.br/default/fotos.php?m=mtb.
Valeu!
Silas. 

Bikessauras o Retorno

Neste sábado, 27/11, apareceram na praça algumas Bikessauras, Vivi, Alesandra Mesquita,  Fanta e Luisa, dispostas a matar a saudade de um pedalzinho com a turma.
A Isabel e o Adilson passaram por lá pra dar um alô, mas estavam dispostos a  fazer um treino rápido e pesado, o que obviamente não era para as demais.
O Hebert, Timba e Moc partiram logo para o Espraiado, ficando o Luizão e o Carlinhos, esperando para ver o que fariam. Para alegria do Luizão  apareceu, meio atrasado, o Sopão, que prontamente aceitou a “proposta”, quase uma intimação, de nos acompanhar.Assim, a dupla de homens-fraude foi para um lado e o Sopão e as garotas fizemos a Serrinha da Pólo ao contrário.O sol estava castigando, mas o importante é que o papo rolou solto e os 50 km de pedal foram suficientes para aplacar a saudade que nos maltratava.
No final, na subida do asfalto no sentido Flora-Varginha, a Mesquita pediu o resgate do irmão. O Sopão, cujo alvará já estava vencendo, e a Fanta (acreditam?) foram para casa. Sobramos eu e a fiel escudeira Vivi, que nos juntamos aos meninos, no Albanus. A cerveja estava maravilhosamente gelada!
Valeu amigo Sopão, pelo apoio irrestrito!
Sábado tem mais! Atenção meninas: Aparecida VI vem aí!Vamos treinar!

Luisa

Foto do pedal Espraiado (Moc):

terça-feira, 16 de novembro de 2010




TRILHAS DO LAGAMAR, NOVA E VELHA


Para sábado, 13 de novembro, a expectativa era grande, já que tínhamos combinado um pedal quase inédito: juntar as trilhas do Lagamar, novas e velhas, só que no sentido anti-horário, o que nunca tínhamos feito. Todo mundo conhece os espetaculares caminhos que se percorrem à margem da represa, ora mais, ora menos técnicos, mas sempre empolgantes, e sabe, então, a razão da ansiedade para percorrê-los de uma só vez. A despeito do tempo fechado e ameaçando mandar uma tempestade sobre as cabeças dos jurássicos, reuniram-se no bikeponto Argentino, Bregalda, Carlinhos Sortee, Hebert Guru, Hebert novato, Roberto Alien, Rodrigo Sanches, Rodrigo Silva, Ronaldão, Timba e Totonho. Saímos pela Copasa e logo o Argentino propôs que fôssemos até o Lagamar por trilhas alternativas, velhas conhecidas dele mas que, para nós, foram novidade e se revelaram muito boas. Seguimos sempre em direção a estrada de Três Pontas, percorrida por alguns poucos quilômetros até que novamente nos embrenhamos por estradas de terra em direção à extremidade das trilhas novas do Lagamar, que eram novidade para o Argentino e para o Hebert novato. Há que se concordar que essas trilhas são sensacionais e certamente estão entre as nossas melhores; é interessante que, feito ao contrário, o caminho parece estranhamente diferente...
 

Deixando Varginha para trás


Muitas cercas pelo caminho...


Início das trilhas


Nossa cidade ao fundo


A represa de Furnas - Trilha do Lagamar


O Totonho não tem jeito...

Todos, no seu ritmo, foram progredindo pelo fantástico single track até o Lagamar, onde entramos em direção a Marina e iniciamos as trilhas velhas que estão muito sujas, cheias de mato e de arranha-gatos, o que nos valeu arranhões e escoriações à vontade. Isso não as tornaram menos divertidas, é verdade, e até optamos por fazer a variação “Lagamar de Cima” onde, pateticamente, rolei morro abaixo em meio a uma touceira de espinhos, só não tendo havido nada de mais sério graças a uma pequena árvore que estava no caminho. Ainda bem que o Argentino, aparentemente expert em resgates, deu a maior força e logo eu estava novamente a postos para continuar, embora com muitos arranhões adicionais. Bem perto do final das trilhas, pela enésima vez, a bike do Totonho estragou: adivinhem que peça quebrou? É isso mesmo, acertou quem apostou na gancheira! Puxa vida, nosso amigo ainda não tinha aberto a mão e comprado uma gancheira nova!... Daí para a frente, foi jeitinho para cá, jeitinho para lá até que não houve outro remédio senão uma longa parada para estudarmos o caso e ver o que dava para fazer. Foi naquela hora que o Rodrigo Sanches revelou uma incrível habilidade em mecânica de bikes e, seguindo também orientações do Carlos, resolveu o problema com maestria, ainda que a solução tenha sido temporária, embora suficiente para seguirmos adiante. Desde aquele momento, tudo foi seguindo às maravilhas até que, quando chegamos a uma porteira, nosso amigo Argentino ficou pálido, trêmulo e sem energia – seria um caso de “abertura de bico”? Não dá para dizer exatamente, mas o fato é que, após um tempo para descansar, umas doses de repositor energético e algumas bananinhas, el nuestro compañero se recuperou e tocou forte o pedal até o fim.

Rivalidade Sul Americana: Bikers brasileiros  1 X 0  Biker Argentino
Brinde a mais um pedal fantástico

Não houve mais problemas até a chegada à UNIS, de onde seguimos pelo cemitério campal até a avenida Plínio Salgado e subimos a avenida Brasil rumo ao Albano's, ponto final de quase todas as nossas aventuras. Nem bem chegamos lá e novas idéias e desafios já povoavam os nossos pensamentos. Qual será o próximo pedal? Bem, não sabemos, ainda. Só temos certeza de que será sensacional, como todos os que fazemos em companhia dos dinossauros!




Rodrigo Silva

Fotos: Rodrigo Sanches





Pedal - Feriado de 15 de novembro

Pedal - Feriado de 15 de novembro
Veja as fotos tiradas pelo Rodrigo Sanches:
http://picasaweb.google.com/rodrigogsanches/FOTOSPEDALDOBONFIM?feat=email#slideshow/5539919589142817794

Pedal na Serra dos Lemes - Cabo Verde - MG - 14/11/2010

Tentando descrever o indescritível...

A convite da Mara e do Rogério, o Adilson, o Felipe e eu fomos passar o fim de semana prolongado na Fazenda Maracanã, localizada no Distrito de Serra dos Lemes, município de Cabo Verde, MG. No sábado, preparamos tudo para a viagem, bikes devidamente instaladas no carro da Mara com direito a trule emprestado pelo Enoque, lá fomos nós. Ao chegarmos à Fazenda fomos recepcionados calorosamente pelo Marco, Bruno e Cíntia que lá se encontravam desde de manhã, vindos do Rio de Janeiro. Logo já vimos que o local poderia nos proporcionar um bom pedal para a manhã de domingo. Região montanhosa, belas paisagens. Após um delicioso macarrão servido pelos anfitriões no jantar fomos descansar para o pedal do dia seguinte.
  
O domingo amanheceu chuvoso. Uma garoa caía sobre a fazenda, mas, como Bikessauro que é Bikessauro não tem medo de chuva, lá fomos nós. O Marco, o Bruno, a Cíntia e o Felipe nos acompanharam de Jeep. Não tínhamos noção exata do que nos aguardava. Um pedal repleto de belíssimas paisagens, muitas subidas, trilhas e descidas técnicas. Teve de tudo um pouco. Eu gostei tanto do lugar que comprei logo dois terrenos. Como nosso apoio motorizado tinha o devido kit de primeiros socorros, após um curativo no joelho, demos continuidade ao pedal. De acordo com as informações do GPS do Rogério, saímos de uma altitude de 884 metros e chegamos na primeira etapa a 1.172, pedalamos nessa altitude por algum tempo e chegamos 1.350 no local denominado Mirante. A vista na subida do mirante é indescritível, uma maravilha de encher os olhos. Enquanto pedalávamos pensávamos em cada um dos que poderiam estar curtindo muito se estivessem conosco. O Ronaldinho e a Andeza foram lembrados em diversos momentos. 
Vencido o desafio da descida do Mirante, retornamos por um verdadeiro tobogan até a Usina Monte Alegre. De lá, seguimos por estradão até chegar à Serra dos Lemes, e, finalmente, à entrada lindamente arborizada da Fazenda Maracanã, com a felicidade própria de quem fez um belíssimo pedal. Na Fazenda, comemoramos com um tradicional churrasco. 
O Marco, pessoa boníssima e proprietário da Fazenda Maracanã, a disponibilizou para que voltemos para outros pedais com os Bikessauros interessados em conhecer o lugar. O Adilson já está até delineando as trilhas com várias possibilidades de trajetos.

Abraços,

Isabel Ferreira

Pedal trilheiro - Trilha do Lagamar Caminho Novo

Pedal de sábado.
Vejam as fotos.

http://picasaweb.google.com/rodrigogsanches/FOTOSPEDALTRILHADOLAGAMARCAMINHONOVOEVELHO?feat=email#slideshow/5539379392826902178

Fotos Rodrigo Sanches (Moc).

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bikessauras: Aparecida - Agora É Que São Elas V

1º Dia: Varginha – Lambari - 30/oututbro/2010
Finalmente, chegou o grande dia.! Aos poucos fomos nos reunindo em frente a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo para a missa, que teria início às 07:00 hs.
A ansiedade estampada nos rostos, alguns quase não conseguiam se controlar... Ao final da missa o Padre Felipe nos deu uma bênção especial.
Após, nos dirigimos ao bikeponto onde gravamos uma entrevista para a TV Alterosa, tiramos a foto oficial e partimos rumo a nossa primeira etapa que tinha como destino a cidade de Lambari.
Passada a emoção da saída, seguimos pela rodovia até a entrada de São Bentinho e de lá seguimos por terra até Cambuquira, onde saboreamos algumas frutas na Quitanda do Mauro.
Continuamos até a chegada em Lambari num clima de companheirismo e descontração.


Isabel Ferreira

2º Dia: LAMBARI - MARIA DA FÉ –31/outubro/2010

Era domingo, 31 de outubro, 2º turno das eleições para Presidente da República.
Acordamos bem cedo.... eu e Silvana (minha companheira de quarto). O dia amanheceu meio nublado, mas parecia que São Pedro iria ajudar....
O café (muito farto por sinal) foi servido a partir das 7:00 horas. Uma longa fila se formou.... estava no hotel um grupo da 3ª idade que se juntou a nós na disputa pelo tão esperado café...
Após estarmos todos muito bem alimentados, nos dirigimos às escolas para entregarmos as justificativas eleitorais...
Dever cumprido e depois de várias fotos com o grupo de idosos, saímos em direção à Igreja da cidade e ao cassino para a tradicional oração e foto.
Em Jesuânia, em uma das paradas com nosso apoio , ficou resolvido que faríamos um trajeto diferente, sugerido pelo Maciel, no qual evitaríamos asfalto.
Foi então que aqueles que já o conheciam, tomaram a frente e por várias vezes se posicionaram nos lugares exatos indicando a direção a seguir.
Os que já haviam feito o caminho antigo, aprovaram a variação e para os novatos, inclusive eu, foi excelente.
Começamos então a nos dirigir para a tão falada e porque não dizer temida, subida da serra de Maria da Fé...
A princípio não me pareceu que seria tão difícil assim, mas à medida que subíamos constatei que teria que ,como sempre me diz a Luisa, administrar.
Por vezes alguns fizeram umas paradinhas estratégicas, para recuperar as forças, tomar água e comer a bananinha da Tia Sandra (inclusive eu e Bebel).
A paisagem ficava mais deslumbrante à medida que subíamos... e valia cada gota de suor derramado.
O grupo se encontrou no topo da serra e aí foi só soltar as magrelas por uma descidona incrível.
Avistamos Maria da Fé e enfim chegamos no Hotel D. Marta; depois, foi só subir uns 4 ou 9 (rs,rs,rs) lances de escada para guardar as bikes e correr para o famoso café da tarde, que nos esperava.
Barrigas cheias, banho e depois de todos cheirosinhos e refeitos, fomos para a famosa cervejinha no restaurante do hotel.
Antes do jantar o grupo saiu em tour pela cidade; tiramos várias fotos e voltamos para a tão esperada comidinha de fogão à lenha. Aliás, aquele feijão (fala sério!) só de lembrar, dá água na boca!!!
Logo após, muitos foram para seus quartos, outros continuaram na cervejinha... só sei que Dilma acabara de se tornar a Presidente do Brasil....
Bem... esse foi meu relato do nosso incrível e inesquecível 2º dia de pedal para Aparecida do Norte....
Espero que tenham gostado e aguardem cenas dos próximos capítulos!


Alessandra Nogueira (Fanta)


3º Dia: MARIA DA FÉ – DELFIM MOREIRA- 01/novembro/2010

“E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar...” (Gênesis. 1:9-13).
O amanhecer do terceiro dia foi numa segunda feira e já era um prenúncio de um dia diferente dos demais. A chuva que nos rondava desde o final do primeiro dia em Lambari, finalmente nos alcançou logo no início do dia. Ao acordarmos, já se podia notar a presença de muitas nuvens pesadas e começou a chover.
Aguardamos por alguns minutos, certos de que a chuva iria diminuir ou passar e foi o que aconteceu. Partimos rumo a Fazenda Boa Esperança, no município de Delfim Moreira. Todos em fila indiana até pegarmos o trecho de terra poucos quilômetros adiante. Todo cuidado era pouco por causa do trânsito de veículos e a pista molhada.
Estávamos todos um pouco apreensivos porque no caminho estava o morro do cachorrinho e alguns intrépidos estavam dispostos a “zerar” aquele trecho, o que foi impossível, pois a chuva que estava a nossa frente deixou o terreno já íngreme, muito escorregadio. Ao nos depararmos com esse trecho eu já notava algumas Bikessauras já no alto do morro. Betão, Bregalda, Rodrigo e Salvador, estavam na culatra e observaram de longe o início desse desafio.
Após a subida do cachorrinho, o próximo desafio seria uma descida com inúmeras curvas, onde o barro tornou-se um grande obstáculo e mais uma vez, colocou-se em prova todas as habilidades de concentração e destreza das Bikessauras. Foram 5 quilômetros de pura emoção e frieza para se evitar as quedas. Túlio, um dos novatos, e mascote nessa aventura, pode sentir na pele comprando vários terrenos.
Seguindo adiante, a próxima parada seria na comunidade de Barra do Lourenço, aonde o nosso apoio, liderado pela Sandra e Valéria já nos aguardava com tradicional lanche pra se recuperar as energias para o cumprimento da último trecho do dia, que seria a finalização em Delfim Moreira. Só que neste ano houve uma modificação no percurso. Foram acrescentados cerca de 20 quilômetros, sendo que, na sua maioria em subida. Não seria nada demais se... se, não chovesse!!!
“No recém-criado ar, Deus trovejou e repreendeu as águas (SL.104:7) de modo que elas se apressavam e se moveram rumo ao oeste, rumo aos canais que o Senhor lhes havia designado...”
E esse lugar seria a chegada na Fazenda Boa esperança! Caiu um dilúvio naquele momento, para testar mais uma vez a paciência e perseverança de todos. Da culatra, eu, Bregalda e seu Justo, escutávamos alguns comentários sobre a chuva... Devo salientar aqui, a determinação de seu Justo e o incentivo de Breg dado a ele. No breve instante, que ele pensou em parar, Luiz Claudio em seguida disse: Não, não... estamos quase chegando, passa umas marchas, ainda tem umas duas e seu Justo determinado em chegar disse: Não é que melhorou!(rs)!
Chegamos um pouco (bastante) molhados (as), mas com a sensação de um dever cumprido, porque Bikessauras (os) sempre dizem: está ruim, mas está bom!?!
Todo o sacrifício de se enfrentar o final do percurso debaixo de chuva foi compensado pela beleza do lugar. Cachoeiras, tirolesa, para os mais ousados, sauna e um belo café nos aguardavam.
“E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro” (Gênesis 1:9-13).

Roberto Rivera

4º Dia: DELFIM MOREIRA- APARECIDA - 02/novembro/2010

Finalizar uma viagem como esta, onde as dificuldades se tornam desafios e com garra, determinação e acima de tudo, a vontade de chegar ao destino, fazem com que todos fiquem tomados por uma emoção inigualável.E para ilustrar essa emoção, falo das lágrimas derramadas pelo Sr. Justo, com 70 anos, ao se deparar com a Basílica , que expressa o sentimento de cada um do grupo. Para muitos, chegar a Aparecida não representa apenas o cumprimento de uma meta, mas a emoção de estar diante de Nossa Senhora, e que movidos pela fé e temor a Ela transformou a caminhada, ou melhor, a pedalada, em prazer apesar de todo o sacrifício a que nos submetemos. Diante de tantos obstáculos que a vida nos oferece e que transformamos em desafios, a conquista nos faz sentir vitoriosos.
Podemos dizer que esta Aparecida V foi uma grande vitória para todos que enfrentaram com garra um novo caminho, que nos levou a um lugar mágico de uma natureza exuberante e que renova nossa energia para continuar a caminhada. No dia seguinte, já energizados, é que pudemos perceber o grande feito, uma subida daquelas de tirar o fôlego e debaixo de uma chuva que anestesiou os músculos já cansados, depois de uma grande pedalada até Delfim Moreira.
Este lugar mágico trouxe energia suficiente para uma marcha cadenciada, de giro rápido, onde todos deram o máximo de si para chegar na hora marcada, a tempo de assistir à missa e receber a benção final, para coroar esta trajetória marcada pelo espírito guerreiro do grupo.
A tão esperada descida de Piquete foi adrenalina pura, talvez a que nos causa mais medo, pelo perigo, mas a satisfação de vencer mais essa, fica estampada no rosto que cada um.
Não poderia deixar de registrar as pequenas quedas que também marcaram a nossa chegada. Mas os guerreiros, como sempre, não deixaram a peteca cair e com a força dos colegas se levantaram e continuaram com a mesma garra de antes.
A missa é sempre um momento de reflexão que nos remetemos a buscar o melhor de dentro nós e fazer com que este melhor possa refletir nas nossas atitudes para com os nossos amigos, familiares e acima de tudo, com nós mesmos, sendo conduzidos pela nossa consciência.
O retorno à Varginha foi marcado pela emoção de ouvir o depoimento de cada colega, deixando de lado o orgulho para falar com o coração e expressar o mais puro sentimento de satisfação por enfrentar os desafios, que não são fáceis, para estar a bordo desta viagem tão sonhada e que nos transforma em pessoas melhores, com sensibilidade para enxergar em cada companheiro as suas qualidades, fazendo com que as adversidades e intolerância percam o valor.
Tivemos também uma contribuição única do Adilson, que com seu talento musical, deu o tom certo para promovermos uma cantoria de grande qualidade e do Dr. Rodrigo, que pelo seu desempenho musical, acredito, passou horas ensaiando seu repertório.
Não poderia deixar de registrar a alegria e as travessuras da nossa colega Silvana, que contagiou a todos durante toda viagem, fazendo com que momentos difíceis e estressantes se transformassem na alegria de pedalar, vencer os medos e as angústias de não conseguir chegar. Valeu galera!
Esta viagem com certeza ficará marcada para sempre em cada um de nós!
Beijo a todos!


Silvana e Luciana.

Agradecimentos:


Agradecemos às empresas Coutinho e Unimed Varginha, pelo patrocínio.


Às empresas Haduaneira, Rede Britto's, Fermavi, Restaurante Castelli Romanni, Vitacorpus Farmácia de Manipulação, Retífica Reis, Total Fitness, Transportadora Varginha, RTS Tecnologia em Limpeza e Serviços, Brick Corretora de Seguros, Stopcar e Wanger, pelo apoio.
À comissão organizadora, composta pelas Bikessauras Isabel Sanches, Luciana, Luisa e Silvana, pelo carinho e dedicação com que prepararam para que tudo ocorresse da melhor forma possível. Tenham a certeza de que vocês deram um show de organização!
o Luciano e Luizão, por nos cederem os seus veículos para o apoio.
Ao grupo de apoio composto por Clevinho, Luiz, Raquel, Sandra e Valéria. Tenham a certeza de que sem vocês nosso caminho seria mais árduo, e de que, como diz uma antiga canção: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas..."

A todos vocês nosso carinho e nossa gratidão!

Apoio: Clevinho, Luizão, Raquel, Sandra e Valéria


Ciclistas: Alessandra Felicori, Alesandra Mesquita, Alessandra Nogueira, Carola, Andreza, Ary, Bruno, Élcio, Isabel Ferreira, Isabel Sanches, Salvador, Luciana, Luciano, Luísa, Bonfim, Bregalda,Sr. Justo, Mara, Maria, Mauro, Michele, Roberto, Rodrigo Silva, Rogério, Ronaldo, Silvana,Túlio, Chacal, Deley e Vivi.


Comissão Organizadora: Bebel, Luciana, Luisa e Silvana.


Percurso: 292 km


Consumo: 11.000 calorias.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pedal Serra de Boa Esperança Full – Visual e Suor - Domingo 07/11/2010

Fotos (Rodrigo Sanches (Moc))

Reunidos para oração

Oooo Serra de Boa Esperança, quantas vezes teremos que pedalar por suas siluetas para termos a dimensão de sua grandeza. Acho que uma vida é muito pouca para ti conhecer por inteira. Contentamos por ter a noção de sua imensidão.
No domingo, 06h da matina saíram do bikelocal Andreza, Ronaldo, Pantufa, Rodrigo Sanches (Moc) e Adilson (Músico). A previsão do tempo se cumpriu. Sábado chuvoso e um lindo domingo nublado pela manhã e ensolarado à tarde. Perfeito para um longo pedal na boa serra.
Seguimos direto para um reforçado café na padaria Massa Macia em Boa Esperança onde encontramos alguns Bikelokos. Parada no Posto Beira Lago para liberar as magrelas e 08h em ponto o grupo riscou o chão


Subindo a serra

Reunidos no alto da subida dos escravos.

Seguimos pelo asfalto, caminho mais rápido de acesso a serra,  com a turma de Boa Esperança. Para o caminho completo seguiram Marcelino, Toto, Daniel e Perrengue de moto. Giro constante e longo encaramos a subida dos escravos.  3,5 km de subida forte. Passamos pelo Bar Restaurante da Regiane, abastecemos as caramanholas e seguimos para a Vista do Inferno. O tempo estava perfeito e o piso mudava de cor a cada momento. Só pegamos barro nunca pequena parte na base da serra. Dentro da serra o terreno estava firme, arenoso e muita pedra, lembrando o piso de São Tomé das Letras.

Subindo para Vista do Inferno.

Na Vista do Inferno.

Pantufa sob o edredom verde.

Parada para contemplação na Vista do Inferno e o grupo formado por Marcelino, Daniel, Toto, Ronaldo, Moc, Pantufa e Adilson partiram para a parte inédita do pedal. Os demais retornaram dali para Boa Esperança.
De cara uma sessão de descidas e subidas em pedras com alto nível técnico. Depois fortes e longas subidas.
Passamos por uma casa construída na beira do precipício para fazer um lanche trazido da padaria e contemplar mais uma vez a paisagem. A serra estava pipocada de gabirobas que foram degustadas pelos intrépidos durante o caminho.


Rumo na face norte da serra.

Perrengue em sua moto, muito gentilmente seguia na frente abrindo as tronqueiras e porteiras do caminho. Na parte da serra pertencente ao município de Ilicinea, na altitude média de 1.400m, verificamos a presença de plantações de café o que indica terra muito boa, mesmo nesta altitude. Diferentemente da parte pertencente ao município de Boa Esperança que é mais arenosa.
Seguimos em ritmo acelerado só parando para consertar os 2 pneus furados do amigo Toto, que ia na frente limpando a trilha e ficando com todos os espinhos, RS.
Logo adiante, a parte inédita do pedal já na região da serra pertencente a Guapé. Uma visão única e maravilhosa. Há quase 1.500m, o mar das gerais se pôs a nossa frente. Foram pelo menos 5km pedalando pela crista na serra para depois despencar ladeira abaixo em uma trilha super técnica e cheia de valas até próximo a cachoeira do garimpo.


O mar das gerais aos pés do Super Primossauro Marcelino.

Ronaldinho rompendo mais uma porteira, muuuuu...

Passamos por uma seqüência de pequenos riachos de águas diáfanas e em um deles paramos para beber suas águas cristalinas e geladas pois o sol já mostrava sua intensidade.
Seguimos alternando fortes subidas e descidas com muitas pedras soltas até pegar o estradão de terra batida para depois chegar no asfalto próximo a Guapé.


Forte e técnica subida.

Caminhos serpenteando as montanhas.

Chegamos no asfalto e de lá para o pesqueiro do Dinho. Hidratamos com algumas cervejas e comemos uma saborosa tilápia frita. O golfssauro pilotado pela Andreza chegou mas alguns inéditos ainda quiseram continuar o pedal pelo asfalto de volta a Boa Esperança.
Até o pesqueiro foram 74 km, sendo 50 km  de puro sobe e desce na serra resultando em uma ascendência total de 1.850m.


Grupo reunido no pesqueiro do Dinho.

Asfalto sentido Boa Esperança.

Seguimos pelo asfalto, cruzamos Ilícinea e em ritmo forte paramos nas Águas Verdes para visitar nosso amigo Glecinho. Chupamos algumas jabuticabas e decidimos finalizar o pedal por ali, as perninhas já estavam gritando com 100 km de pedal e 2.160 m de ascendência. Para os insaciáveis Marcelino, Daniel e Toto o pedal terminou só em Boa Esperança totalizando 130 km.
Agradecimentos mil aos amigos Bikelokos em especial ao vibrante Marcelino que proporcionou sem dúvida nenhuma um dos melhores pedais de nossas vidas.
Show, Ronaldo.


Resultado do Polar. Uffa.