segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pedal do Pico do Piripau - Sábado, 05/02/2011

Sabádo, 05/02/2011 - Dia lindo, céu azul, o tempo convidativo, uma meta o pico do piripau, e lá saimos nós, Miriam, Sopão, Luciana e Mauro, um pedal que estava sendo esperado a algum tempo, pois na última tentativa fomos abortados por um temporal e voltamos sem condições de terminar. Bom o caminho não conhecíamos, tudo era novidade, saímos de Três Coraçôes, do sítio da Tia Nenem, segundo o Sopão o trajeto daria mais ou menos uns 55 km, mais mal sabíamos nós que estavamos sendo enganadas, bem na inocência mais no objetivo de conseguir, lá fomos nós, asfalto até Cambuquira, chegamos na famosa Quitanda do Mauro, perguntamos para onde era a saída do pico, o caminho já bem conhecido, aquela estrada de terra, antiga linha de Trem, Luciana sempre se lembrando de Aparecida, chegamos então até o asfalto, atravessamos, e logo vimos a placa Pousada Lua Luana e também salto vôo livre, e olhamos para cima lá estava o tão esperado pico, a altura não dava para explicar, mas a paisagem era maravilhosa, os gritos dos macacos parecia infinito, e finalmente vimos a placa pico do piripau, começamos então a subir, no começo parecia mesmo serra da paciência como disse o Silas, mas logo começava a apertar, subidas bem inclinadas, daí uma retinha, nem tão reta assim, e lá fomos nós, a um único objetivo chegar lá em cima, a todo momento aprecíavamos a natureza que era belissíma, sem explicação, bom 3km e meio de subida, chegamos, o sentimento de superação e inexplicável, já lá em cima do pico a beleza e inconfundível, conseguimos enxergar várias cidades, e quando olhamos os km percorridos até ali 40km, sabíamos que o desafio seria a volta, pois tínhamos 40km para voltar, o Sopão mais uma vez nos enganou, confesso que se soubesse a verdade não teria ido. Bom mais tínhamos que voltar, a descida maravilhosa, pedal no meio da mata fechada. Gastamos 1:00 hora para subir e 10 minutos para descer. Mas valeu, amigas fica aqui o convite para fazermos este pedal, Luíza lembramos o tempo inteiro de você, vocês iriam adorar. Mana a companhia foi muito boa, pois sempre uma apoiando a outra, nossos intrépidos companheiros de sempre foram muito amigos e pacientes, obrigada. Miriam

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ubatuba Um Dia - O desafio dos 400 kemes - 29 jan 2011



Ubatuba Um Dia I – O Desafio dos 400 “k-emes”
A inspiração:
A idéia de fazer um pedal pelo asfalto ligando as cidades de Varginha M.G. e Ubatuba S.P. nasceu no final do projeto Aparecida Um Dia em 2007 quando alguns Bikessauros concluíram os 250 km com sucesso em 09:30h. Veja o relato desta aventura no link http://bikessauros.blogspot.com/2007/12/aparecida-super-edition-one-day_04.html



O caminho:
Desde então este desafio povoava a cabeça dos Bikessauros que, em 29 de janeiro de 2011, resolveram mais uma vez ligar pensamento à ação. A proposta não era apenas chegar a Ubatuba, mas sim superar os 400 quilômetros. Por isto após a chegada em Ubatuba, o grupo continuaria pedalando até a Praia Grande para completar a quilometragem desejada. Este caminho foi escolhido devido à grande ligação dos mineiros do sul de Minas com a cidade praiana de Ubatuba no litoral paulista e, é claro, a chegada do pedal no mar. Foi levado em consideração a altimetria do percurso, afinal, iríamos transpor a serra da Mantiqueira a partir do quilômetro 110km e serra do Mar a partir do quilômetro 310 km, nosso maior temor.

A equipe:
Ronaldo e Rodrigo Silva, participantes do evento Aparecida Um Dia I, após um bate papo informal marcaram a data levando em conta o tempo hábil para os treinos. Como a logística era complicada, ficou decidido encaminhar convite para algumas pessoas que também gostam deste tipo de projeto. A equipe então se formou com Ronaldo, Rodrigo Silva, Ney e Licão. O quarteto então se pôs a treinar como pôde.
O amador, amante do esporte, seja qual for, é antes de tudo um obstinado. Independentemente do tamanho do desafio, acha um tempinho para os treinos. Não é nada fácil conciliar o esporte com trabalho e família. Mas a recompensa é certa. Treinamos o melhor que pudemos. O resto foi na raça.
O apoio:
Faltava o apoio, imprescindível para o sucesso do projeto. A pessoa escolhida deveria conciliar várias habilidades: paciência, calma, pró-atividade, ser bom motorista e conhecimento na mecânica das magrelas. Mas a principal qualidade que estávamos procurando era a felicidade de compartilhar com a gente este sonho. Quando conversamos com o Fernando, psykobiker, ele vibrou na mesma energia. Neste momento, não tivemos dúvidas este seria o cara do apoio.  E deu um show. Melhor que ele impossível. Estava nos momentos certos e em sintonia com o quarteto.
Andreza, nosso 2.o apoio, depois de ignorar a ordem do BigFone, encontrou o grupo após Taubaté e abrilhantou ainda mais a viagem.
O pedal:
Após fotos e despedidas tradicionais, o quarteto formado por Ronaldo, Rodrigo Silva, Ney e Licão zarpou do bikelocal no primeiro minuto de sábado, 29 de janeiro de 2011. Rodrigo, cunhado do Deyller, devidamente uniformizado, acompanhou o grupo até o trevo da Fernão Dias. Pantufa não se conteve e iluminou o caminho dos bikessauros até o trevo em sua super motoca.
Passaram pela movimentada Avenida Princesa do Sul e seguiram para o final da cidade. Logo os primeiros kemes passaram e com ele toda a ansiedade. Agora era o momento de se concentrar no objetivo principal.  Não demorou muito e a primeira provação se colocou na frente do grupo: uma forte pancada de chuva pegou a trupe em cheio, deixando todos molhados até os ossos. Felizmente a noite estava quente e a chuva se mostrou agradável.
Despedimo-nos do Rodrigo e Pantufa no trevo da rodovia Fernão Dias. Seguimos rumo a Campanha em ritmo moderado. Até Caxambu foram pelo mesmo mais 2 pancadas de chuvas e próximo ao trevo conforme combinado, Fernando nos encontrou no Golfssauro.
Primeira parada rápida em Caxambu, km 110, onde aproveitamos para hidratar e reforçar a alimentação. Os sanduíches preparados pelo Rodrigo Silva, seguindo recomendações nutricionais, foram perfeitos. No apoio ainda tinha bananinha, gel, frutas secas, gatorade de montão, coca e água.
Conferimos a média, 26 km/h, e iniciamos às 04:30h a subida da serra. Pouquíssimo movimento na estrada para nossa sorte. Próximo a Pouso Alto, os primeiros raios do sol davam um toque mágico no céu. O dia estava clareando...
Seguimos em ritmo constante até a próxima parada, km 183, Garganta do Embaú. Fizemos uma parada de 25 minutos para mais uma reforçada hidratação. Aproveitamos para colocar os óculos, passar o protetor solar e tomar um saboroso café com pão-de-queijo.
Sem demora, descemos rapidamente a serra até o trevo de Cruzeiro, quando o carro de apoio teve que seguir caminho alternativo devido a obras na estrada. O quarteto seguiu o caminho traçado, passando por Canas e acessando a famosa rodovia Presidente Dutra. É impressionante como a velocidade dos carros joga ainda mais adrenalina no grupo. Aumentamos o ritmo e seguimos com média de 40 km/h na Dutra até próximo a Aparecida. Resolvemos parar às 11h para o almoço. Como aconteceu anteriormente, fomos ligeiros. 30 minutos depois já estávamos passando ao lado da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Momento único. A energia do local, a visão imponente da Basílica e a constatação que tínhamos batido nosso recorde de kemes rodados em um único dia... demais!
Seguimos firmes pela Via Dutra. E o sol castigando. Quando chegamos a Taubaté, olhamos para o lado. Ou era a casa do Capeta ou ele estava passando férias por lá. O polar marcava os impressionantes 42 graus. Cuidamos de reforçar mais uma vez o protetor solar e caprichar na hidratação. Encontramos logo adiante Andreza em seu hondassauro. Sem parada seguimos firmes e à espera do início da longa e temida subida da serra do mar.
Antes porém, fizemos a última parada  no restaurante Bica do Curió. Agora não tinha mais jeito. Km 310 - início da serra do mar! Subimos até São Luiz do Paraitinga com temperatura média de 38 graus. Nada este momento tirava a concentração do quarteto. O corpo anestesiado causava uma estranha sensação de bem estar. O silêncio tomou conta do grupo. Os kemes passavam devagar. Cada metro era uma conquista. O silêncio só era quebrado pelas buzinas dos carros que entendíamos como incentivo.
E foi assim por algumas longas e intermináveis horas. No rosto dos jurássicos, uma mistura de prazer, expectativa e algum sofrimento. Parecia que o final da subida era na próxima curva. Que nada, a subida continuava e inclinava-se ainda mais. Começamos então a perceber que o tempo não estava mais a nosso favor. Descer a serra a noite não era uma situação das mais agradáveis. Por isto aceleramos o ritmo acima do planejado. Neste momento éramos mais emoção que razão. E chegamos no início da descida. Pegamos rapidamente os faróis no golfssauro, ascendemos das luzes traseiras e ..... montaaaaaanha abaixo.
Descemos rápido, com decisão e fomos favorecidos por um caminhão que segurou a turma motorizada. Já no plano entramos Andreza, que seguiu na frente para arrumar nosso pouso. Cruzamos o trevo de Ubatubá e seguimos pelo acostamento rumo a Praia Grande. Acostamento terrível, pulávamos como pipoca e ainda tínhamos que desviar dos nativos. Mas neste momento tudo já era festa. Brincamos de pedalar com uma perna só. Recebemos os parabéns dos motoristas que seguiam ao nosso lado. Foi assim até bater os 400 kemes na Praia Grande. Paramos em uma das barracas na praia e encerramos o pedal a beira mar.
Abraçamos-nos, agradecemos a Deus, confraternizamos com o apoio, estouramos alguns frisantes e ligamos para os amigos até acabarem os créditos. Depoimentos emocionados rolaram soltos e bebemoramos com algumas cervejas geladas. Uma chuá.
Montamos as bikes no apoio e fomos para a pousada. Tomamos um merecido banho e saímos para jantar. Não demoramos muito pois o sono estava atrasado. Dormimos felizes e acordamos com a sensação de dever cumprido.
Após um super café da manhã, curtimos a bela Praia Grande e partimos de volta a Varginha. Viagem tranqüila até nossa terrinha.
Agracedimentos:

Primeiro a Deus e Nossa Senhora Aparecida pela saúde e proteção.
Aos amigos Bikessauros, Bikelokos e Vulcanos pela energia que nos mandaram.
Ao apoio dos sonhos, Fernando e Andreza. Show.


Bikessauros, loucos por longas distâncias.
Sempre ligando pensamento à ação.

Veja o vídeo no link abaixo: