terça-feira, 31 de maio de 2011

Canela Sem Fim - Pico do Papagaio, Aiuruoca/MG - maio2011


Bom, pra começar convém explicar o "Canela Sem Fim".
No princípio era o verbo, e o verbo... E na pré-história dos bikessauros surgiu o "Pedal Sem Fim", um relato semanal das aventuras jurássicas nos quatro cantos do mundo.
É difícil para um bikessauro deixar sua bike, principalmente num final de semana ensolarado, mas há momentos especiais em que isso é quase necessário. E uma coisa, mesmo que para alguns dos intrépidos e intrépidas, é irresistível: o trekking (enduro a pé; caminhada ecológica por trilhas). O primeiro trekking dos bikessauros ocorreu em 2003, e foi uma das grandes aventuras da humanidade varginhense, conforme foi noticiado na época. Num trekking noturno ao Pico da Bandeira, no Alto do Caparaó, entre Minas Gerais e Espírito Santo, o terceiro ponto mais alto do Brasil, o nascer do sol daquele 15 de junho pôde ser contemplado em sua plenitude. Um texto intitulado "Canela Sem Fim" trazia ao final: "não temos o sentimento de um dever cumprido, tão pouco de um sonho realizado. Na verdade, estamos felizes por ver e fazer tudo que vimos e fizemos. Em casa, contemplando nossas tralhas de viagem e, principalmente, nossos calçados da caminhada, percebemos que os caminhos que começam na porta de nossas casas são realmente sem fim". Decerto, ele traduziu muito bem o espírito daquela primeira aventura a pé.

De lá pra cá vários outros limites verticais foram vencidos pelos bikessauros, alguns mais de uma vez. No último sábado, 28 de maio, seis intrépidos experimentaram mais uma vez a sensação do trekking no, inédito, Pico do Papagaio, em Aiuruoca, Sul das Gerais. Grande formação rochosa, cujo cume se encontra a 2.200 metros do nível do mar.

A aventura teve início pouco depois das 6 h da manhã, quando Ary, Bregalda, Ronaaldo, Luizão e os debutantes Roberto e Bruno Liu zarparam de Varginha em direção a Aiuruoca, que na língua Tupi significa "Casa dos Papagaios" (ajuru = papagaio e oka = casa), alusão a um penedo ao sul das minas de São João Del Rei, onde se aninhavam e se reproduziam aquelas aves.

A subida se iniciaria por volta das 8:30 h, não fosse o furo do guia contratado. Cogitou-se seguir o GPS do Luizão, mas, após alguma ponderação, resolveu-se procurar outro guia, e depois de algumas indagações chegou-se ao Ataíde, que mora na base da grande rocha e conhece muito seus caminhos. Muito paciente, colocou-se a frente do grupo, e lá pelas 10 h da manhã, enfim, os intrépidos galgavam as primeiras trilhas.

Foram quase sete horas de uma caminhada intensa, ora dentro da mata, ora sobre as pedras e entre vegetação rasteira. Devido a algumas interrupções pelo caminho, com algum "choro", claro, resolveu-se apelidar um dos presentes (não será preciso citar o nome) de "Peraí". Foi bom não se ter optado pelo GPS do Luizão, pois este acabou a bateria a uma hora do cume.

Estava realmente frio no topo daquela rocha. A visão da daquela região da Mantiqueira é bárbara e, naquele momento, se entremeava com alguma neblina que subia. Porém, um tempo depois ela se dissipou e foi possível se identificar alguns pontos próximos, como a cidade de Aiuruoca, o Vale do Matutu, o Pico do Muquém (1.800 m), em Carvalhos, e mais ao longe o Parque Nacional do Itatiaia, onde fica o Pico da Agulhas Negras (2.791 m) e, à direita, a Serra Fina, com seus 12 picos de mais de 2.600 m, e onde se encontra a Pedra da Mina (2.798 m). Outro ponto alto da aventura foi, sem dúvida, a sensação de estar ali pertinho do abismo. Um escorregão e... Medo, vertigem? Talvez. Numa foto, pode-se notar que o Ronaaldo teve que ser esbofeteado por certo "ninja", para se recompor de um piti devido à acrofobia. Claro que é uma montagem, pois o que não faltou a esse grupo foi coragem e, claro, todo o cuidado para caminhar nos limites da rocha.

Na descida, acertadamente se decidiu por um caminho diferente e o retorno se deu pelo Pequeiro das Trutas, atravessando-se riachos de águas cristalinas e avistando-se algumas cachoeiras, as quais os indígenas chamavam de "cabeceiras sagradas", que deram nome ao vale: Matutu.

Novamente na base da montanha, alguns puderam identificar alguns pontos por onde tinham passado, nos mais ou menos três quilômetros de estrada de terra até o ponto onde tinham deixado os veículos. Para fechar esse incrível dia a família do Ataíde, o guia, ofereceu aos intrépidos um café especial, o que fez a diferença no retorno pra casa.

Confiram as fotos do Ary, Ronaaldo e Roberto no link abaixo:

Agradecimentos a Deus, que nos converge todo o tempo, por nossos dons e nossa amizade; ao Ary e ao Ronaaldo, mentores desses momentos inesquecíveis; aos familiares, pela doação desse tempo.
Luiz A Nogueira 


Contato Guia:
Ataide:   (35) 9808.5914 
Dona Maria - Km 10 - Vale Pedra Matutu - Aiuruoca
odipapagaio@yahoo.com.br

Vídeos:

A Subida 
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No Topo
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domingo, 22 de maio de 2011

PEDAL VOLTA DE CORDISLÂNDIA - 108KM
21-05-11

     Mais uma edição do famoso pedal para Cordislândia, estrelando: Adilson, Isabel, Silvana, Ronaldão, Felipão, Roberto, Rodrigo Mortadela, Carlinhos  e Ney.
Partida do bikeponto as 07h20min sentido Monsenhor Paulo, o frio no peito não foi páreo para os bikessauros que seguiram o seu destino descendo pelo Café Bom Dia até chegar à estrada de terra. Já com o corpo aquecido colocamos um ritmo moderado devido a grande quilometragem que nos esperava. A estrada por incrível que pareça estava um tapete, dando condições para aumentar o ritmo.
Chegamos em Monsenhor Paulo as 9:55min todos muito bem, seguimos rumo a Cordislândia passando por  uma parte da cidade de Monsenhor Paulo. Mas antes de prosseguir com o pedal demos uma pequena parada para comer um lanche e dar uma hidratada; já feito iniciamos a partida novamente mas tivemos que abortar devido o Roberto está comendo um X-TUDO rsrsrsr .... verdade pessoal tinha que ver o tamanho do lanche do menino. Iniciamos o percurso nos 18 km que ligam Monsenhor Paulo a Cordislândia estrada maravilhosa onde colocamos um ritmo mais forte numa velocidade de cruzeiro de 35 km. No caminho avistamos a cidade onde todos já deram um sorriso de felicidade por mais uma etapa concluída.
Ao chegar na cidade fomos recepcionados pelas badaladas do relógio da igreja que marcavam exatamente 10:00 em ponto. Paramos para as tradicionais fotos do nosso amigo e fotógrafo oficial Rodrigo Mortadela , feito isto fomos repor nossas energias na padaria Pão e Vida nosso novo ponto de apoio indicado por um garoto. A partida foi bem animada todos alimentado e com a metade do caminho percorrido seguimos sentido Elói Mendes mais 34km, um dos trechos mais pesados devido conter algumas subidas longas e algumas muito pesadas, mas nada além daquilo que não podemos vencer.
Ao percorrer uns 15km em ritmo forte com media de 18 km, surgiu a primeira subida que foi vencida sem qualquer esforço por nós e principalmente pelas meninas Silva e Isabel que mostraram muita força. Assim continuamos, e outras subidas vieram aparecendo e todas vencidas com sucesso, mas a pior estava por chega,r a última antes da cidade, que avistamos de longe. Encaramos e superamos com  as mãos nas costas, e fica aqui mais uma vezes meu parabéns para a Silvana e a Isabel que subiram muito bem.
Vencida esta subida fomos para a glória de mais uma etapa concluída, paramos na padaria de apoio em Elói Mendes para dar mais uma hidratada antes de irmos para a ultima etapa até Varginha. Saímos da cidade por terra até a rodovia saído logo abaixo do posto, juntamos o pessoal e fomos num giro forte atrás do nosso pequeno amigo Felipão e sua Volvo Bi-trem.
Chegamos em Varginha às 13:45min o cataye marcava 108 km, novamente reunimos o pessoal e seguimos para o Albanos, o mais esperado de todos para comemorar mais um desafio vencido com sucesso.
Fica aqui meu agradecimento pela companhia e apoio de todos por mais este pedal maravilhoso e deixar aqui meus parabéns para todos pela força e dedicação, para a maioria foi a primeira vez e se revelaram gigantes. Não poderia de deixar de falar, mais uma vezes da Isabel e Silvana que foram perfeitas e  mostraram muita força e dedicação fica aqui meu abraço especial para vocês.

Abraço

Ney

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Um pedal quase feminino

Neste sábado, 07/maio, por volta das 8:15 hs, saiu um animado grupo do bikeponto: Vivi, Fanta, Alessandra, Mara, Luísa, Rogério, Ney, Hebert (o primo) e Wagner.
O destino era Monsenhor Paulo, indo pela Walita e voltando pelo Solúvel.
Depois de uns vinte e poucos km rodados, a bike do Rogério apresentou um probleminha, razão pela qual voltou, acompanhado pela Mara e Alessandra.
Seguíamos os seis rumo ao destino, quando numa encruzilhada surgiu a dúvida: que caminho tomar? O Ney, o mais entendido, nos assegurou que deveríamos seguir a placa que indicava “Recanto Tia Ana”. Realmente, a estrada nos levou a Monsenhor Paulo, mas antes, tivemos que percorrer aproximados 10 km, numa estrada de asfalto pouco movimentada.
Quando chegamos à padaria, para o costumeiro reabastecimento, o cateye marcava 50 km. Dentro de 20 minutos já estávamos retornando, num bom ritmo.Chegando em Varginha, resolvemos passar pela estradinha que sai do Bar da Ponte, margeando o Rio Verde, com o objetivo de evitar a subida de asfalto, do Bom Dia.Saímos perto do Clube Olímpico Rio Verde, achando a nova opção bem interessante, apesar de ser um pouco mais longa.
Antes das 14:30 hs já estávamos no Posto, ao lado da Toyota, tomando algumas Itaipavas, após os 82 km cumpridos com louvor.
Parabéns meninas, por mais este desafio superado!
Obrigada aos cavalheiros, que nos acompanharam, com tanta paciência e companheirismo!
Uma observação: sentimos falta dos nossos companheiros constantes: Miriam, Sopão, Luciana e Mauro.
Valeu!
Luisa

domingo, 8 de maio de 2011

O Pedalzão de Sábado - 07maio2011

Igualmente às meninas e seus "valetes guias", um grupo de intrépidos, formado por: Moc (o fotógrafo jurássico), Bregalda, Felipão (Boneco de Olinda), Carlinhos (Sortee), Marcelo, Clevinho (que queria ir com as meninas, mas foi ameaçado e dissuadido da idéia), o estreante Bruno Liu (Bar Capitólio) e o decano Luizão, após a chegada do Ronaaldo, claro, que muito lembrava o "Krusty the clown" (aquele personagem do impagável Matt Groening), devido aos cabelos que lhe saiam pela lateral do capacete, seguiu acompanhando o guia Timba pelas montanhas da região, que incluiu os cafezais da Fazenda Experimental, a Serrinha da Polo, a Flora e as trilhas do Zigue-zague, somando quase 70 Km.

Foi um pedal intenso que consumiu, per capita, mais 3.500 calorias e teve alguns negócios fundiários, em especial, no subidão no meio do mato antes do Zigue-zague, realizados pelo novato Bruno e pelo decano Ronaaldo, que sumiu no meio do capim, acredita-se, só pra "fazer graça".

Parabéns ao Bruno, que apesar da pouca experiência no MTB, exibe excelente forma física e promete! Promete, inclusive, não mais aumentar a conta dos bikessauros em seu estabelecimento.

Ah, sim, o guia da expedição, Timba, e seu assistente, Carlinhos, se perderam do grupo após a travessia do Rio Verde e não deram as caras no Bar Albano's (será que continuam perdidos?), onde os demais puderam brindar o excelente pedal e comemorar a véspera do Dia das Mães.

Confira as fotos no link abaixo, destaque para a bicicleta aro 29 do Felipão na primeira foto . 

https://picasaweb.google.com/lh/sredir?uname=rodrigogsanches&target=ALBUM&id=5604331704305057329&authkey=Gv1sRgCKmHn_3BweaDJQ&feat=email

Luizão